100 anos de comunicações sem fios

Faz hoje 100 anos que Guglielmo Marconi completava a sua primeria comunicação sem fios, transatlântica por telégrafo.

É certo que Marconi aproveitou a grande ideia de um outro génio, chamado Heinrich Hertz, que se dedicou ao estudo das radiações electromagnéticas. Mas isso não lhe retira um único pingo de mérito ao aplicar os seus conhecimentos autodidactas (recorde-se que Marconi abandonou a escola sem qualquer tipo de qualificações) na invenção de um sistema de comunicações que ainda hoje revoluciona e faz girar o mundo.

Contra tudo e contra tudos – já que os seus parceiros não achavam possível ultrapassar as barreiras naturais -, Marconi viu o seu sonho de sete anos tornar-se realidade (1894 – 1901): a 12 de Dezembro, os três pontos da palavra “S” em código Morse atravessaram o Atlântico Norte, desde a estação de Poldhu, na Cornualha, até ao porto de St. Johns, na Terra Nova.

Como sempre, também no tempo de Marconi houve velhos do Restelo a tentar minimizar a sua descoberta, talvez por não ser um dos “catedráticos” do momento, como por exemplo, o ilustre Thomas Edison, um dos que ostracizou Marconi. Aliás, foram precisos oito anos volvidos da primeria grande comunicação sem fios para receber o Prémio Nobel. Há génios assim. Pela nossa parte, obrigado senhor Marconi.