440 milhões de horas ao telefone

A população mundial passa 440 milhões de horas por dia a falar ao telefone.

Falando no XIV Congresso das Comunicações, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), Andy Mattes adiantou também que são transmitidas por dia 31 mil milhões de mensagens electrónicas.

O presidente da Siemens Communications dos EUA salientou que, há duas décadas, os terminais serviam apenas para falar e, hoje, servem para inúmeras funções, desde receber e transmitir correio electrónico até à tradicional função de chamadas de voz.

Andy Mattes observou que as receitas das comunicações estão em crescimento, mas devido a um maior número de utilizadores e não a um aumento do ARPU (receita por cliente) médio. Acrescentou que os serviços de voz da rede fixa apresentam uma perda de receitas, mas que a facturação está a aumentar nos serviços de voz móveis e nos serviços de dados, fixos e móveis, salientando que a banda larga e a Internet mudaram o panorama das telecomunicações.

Aquele responsável defendeu que as empresas de telecomunicações têm de ir para «territórios inexplorados» e que o maior desses territórios tem a ver com os desejos dos consumidores nas suas diversas vertentes: na profissão, enquanto conduz, na família e no lazer, devendo os telemóveis e os serviços ter aplicações para corresponder às diversas necessidades do quotidiano dos clientes.

Andy Mattes sustentou que as «killer aplications» (aplicações decisivas para o negócio) são uma coisa que não existe porque a definição do que são as aplicações críticas depende de cada grupo e de cada pessoa.

Por outro lado, o administrador da Siemens observou que, com a banda larga, os operadores de telecomunicações de rede fixa têm oportunidade de fornecer novos serviços e conteúdos aos utilizadores domésticos, sendo necessário definir novos serviços e novos modelos de facturação.