AMS: 3G é modelo sólido

A American Management System, empresa de consultoria, considera que a indústria das telecomunicações está a evoluir e o mercado 3G é um modelo de negócio sólido.

Apesar de nas mesmas conclusões poder-se ler que metade das licenças UMTS adquiridas na Europa não vão ser utilizadas (em Portugal já se deu o caso da desistência da Oniway), o que significará uma perda de 50 mil milhões de dólares em volume de negócio, as comunicações de terceira geração serão a melhor garantia dos operadores para a sobrevivência sadia no futuro a longo prazo. Isto porque o sucesso dos operadores europeus no mercado das chamadas de voz e dos produtos SMS levou à saturação dos sistemas em vigor (leia-se GSM).

“Serão necessárias novas redes para que se possam manter níveis correntes de serviço e de suporte a chamadas de voz e as redes 3G são muito mais eficientes a operar, a administrar e, consequentemente, mais operacionais a nível de custos do que as infra-estruturas existentes”. Um dos fortes argumentos que Brian Marshal, vice-presidente da AMS, apresentou para justificar a continuada aposta dos operadores europeus no UMTS.

Mas nem só de custos mais operacionais poderá viver a 3G. O desenvolvimento de conteúdos é um dos factores centrais para o arranque deste novo tipo de tecnologia nas comunicações móveis. “Vale também a pena lembrar que os operadores não têm que promover novos serviços sozinhos. Aqueles que trabalham no desenvolvimento de conteúdos têm os conhecimentos de marketing e a capacidade financeira para partilharem o encargo de responder às novas exigências dos consumidores, pelo que, novos serviços irão permitir aos operadores penetrar num outro nível de custos suportados pelos consumidores”, concluiu o responsável da AMS.