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Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

O Asus Vivo Tab é um tablet Windows RT que nos foi cedido pela Vodafone Portugal e que marcou a nossa estreia no segmento dos tablets Windows 8/RT.

O Asus Vivo Tab introduziu-nos no segmento dos Windows RT, o que tem as suas vantagens e desvantagens; a primeira impressão é sempre mais cautelosa, especialmente por desconhecermos o que nos aguarda e por necessitarmos de nos habituar a um ambiente de trabalho diferente do comum.

Por outro lado, o facto de vir equipado com uma dock-teclado confere-lhe mais o aspecto de um notebook do que propriamente de um tablet e isso influencia a sua portabilidade – afinal, um laptop e um tablet são duas coisas completamente diferentes, certo? Aqui não temos especificamente nem uma coisa nem outra. Devido aos crashes que tivemos ao longo da nossa experiência, reservámos a nossa opinião em relação ao sistema operativo para quando já tivermos testado pelo menos mais um ou dois aparelhos destes. Por outro lado, isso afastaria da nossa mente qualquer intenção consciente de adquirir, pelo menos a curto-médio prazo, este tabllet Windows RT.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Asus Vivo Tab Specs

Ecrã LCD (1366 x 768, ~155 ppi); Expansão de memória via microSD até 64 GB; 2 GB de RAM, 32 GB de espaço de armazenamento (24 GB, na verdade); Câmara de 8 MP (3264 x 2448) com suporte para gravação de vídeos em Full HD; processador quad-core Cortex-A9 de 1.3 GHz; teclado-dock;

Em termos de especificações técnicas, o Asus Vivo Tab tem tudo para ser uma escolha interessante: um ecrã com uma boa resolução, ainda que a sua densidade de píxeis seja apenas razoável; um espaço de armazenamento que à partida seria muito interessante, mas que nos pode iludir se tivermos em conta que o Windows RT ocupa ainda ocupa uma percentagem significativa do disco. Neste caso em vez dos 32 GB disponíveis, que por sinal são os valores publicitados para o espaço de armazenamento deste modelo, ficámos ‘apenas’ com 24 GB livres.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

A câmara de 8 MP e o suporte para gravação de vídeos em Full HD sem dúvida alguma que nos parecem propostas a ter em conta, mas mais por uma questão de curiosidade em vermos como é que se traduz na sua performance e interface neste novo capítulo do Windows. O processador quad-core é de 1.3 GHz e deveria garantir uma boa performance, embora os resultados finais também estejam dependentes do próprio software onde vão correr.

Por último, um dos aspectos mais interessantes neste tablet é o facto de vir acompanhado por um teclado-dock, o qual prolonga a autonomia de bateria do tablet e lhe traz algumas funcionalidades muito próximas das de um notebook.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Design do Asus Vivo Tab

Vamos por partes, já que há dois elementos distintos no ‘pacote’ que é o Asus Vivo Tab: o tablet e o teclado dock, que acrescenta algumas funcionalidades ‘quase notebook’ a este tablet Windows RT. Comecemos pela cara do Asus Vivo Tab: um ecrã LCD de 10.1 polegadas com uma interessante resolução, certamente convidativa para usufruirmos de conteúdos em alta definição, mas com uma desvantagem: a sua densidade de píxeis, que impede que a experiência seja fantástica e a limita apenas ao ‘razoável’. Não encontraremos mais elementos na parte frontal do Asus Vivo Tab além da sua câmara frontal de 2 MP (para vídeo chamadas no Skype, por exemplo), do botão touch que nos traz de volta ao ecrã inicial do Windows RT e do próprio logotipo da Asus.

E se de frente o Asus Vivo Tab é um tablet com um look perfeitamente normal, visto por detrás é simplesmente mediano, com a parte de cima destacada por uma textura de plástico e que dá lugar à câmara de 8 MP do tablet. Também pouco estético, mas mais tolerável, é a parte inferior do Asus Vivo Tab que alberga duas entradas para a dock-teclado com que vem equipado.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Do lado esquerdo: uma entrada microUSB; uma tecla que permite bloquear a posição do ecrã; uma ranhura que acreditamos ser o slot para cartões microSD, mas que nos foi impossível conseguir abrir; um slot para cartões SIM; um botão que nos permite libertar o tablet do teclado-dock e utilizá-lo de forma exclusivamente touch. É à sua esquerda que vamos encontrar a entrada para auscultadores (tamanho standard, 3,5 mm) e os botões físicos de volume.

E o que dizer? O Asus Vivo Tab não nos impressiona pelos seus ‘lindos olhos’ e parece-nos ser apenas mais um tablet. Se nos cativou foi pela novidade que o seu sistema operativo nos apresenta, já que algumas das suas características de design deixaram algo a desejar – a entrada para slots microSD, por exemplo, que não é de fácil abertura. É possível que alguns utilizadores a confundam com um botão e, ao tentarem descobrir qual a sua funcionalidade, deixem este slot ‘encravado’.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Em relação ao teclado-dock, que nos permite prolongar a autonomia de bateria do Asus Vivo Tab e utilizá-lo como se de um notebook se tratasse, estamos perante um teclado físico completamente funcional e que se revela útil na hora de escrevermos e-mails e de utilizarmos um chat (além de nos permitir recorrer aos bons velhos atalhos do Windows, especialmente quando o assunto é digitar/editar textos). Um ponto extra nesta dock é a entrada USB que nos permite aceder – por exemplo – ao disco rígido ou à nossa Pen. A Asus bem que poderia ter incluído mais uma ou duas entradas, já que na nossa opinião só isso, além da autonomia de bateria prolongada, não justifica a aquisição desta dock.

Utilizá-la em conjunto com o tablet, como se de um notebook se tratasse, é uma experiência no mínimo interessante já que nos permite interagir tanto através do rato como através de gestos touch. Mas vejamos antes isso já a seguir.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Windows RT e Performance

Para sermos completamente honestos, tínhamos imensa curiosidade em formular uma opinião relativamente ao Windows 8 ou, neste caso, Windows RT. Ao contrário de um Windows Phone 8, por exemplo, a habituação a este sistema operativo leva mais tempo (o que não é de estranhar se tivermos em conta que utilizamos um PC de uma forma mais aprofundada e complexa que um smartphone ou um tablet).

Intuitivamente, o Windows 8 parece fazer todo o sentido em dispositivos com touch screen, já que é mais fácil adaptarmo-nos à utilização desta forma do que com um rato ou teclado. Assim que entramos no ecrã inicial, o Windows RT pede-nos os dados (caso tenhamos) da nossa conta Windows Live, após o qual irá compilar alguns dados como listas de contactos. Detectámos um pequeno bug, que essencialmente parece ter ‘misturado’ alguns dos contactos da nossa lista. (Imaginemos que temos dois contactos distintos – Marta e João -, cada um com a sua foto de perfil distinta; o Windows RT criou essencialmente dois contactos para a ‘Marta’, embora num deles a fotografia associada fosse a do ‘João’ e os respectivos dados de contacto também fossem os seus).

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

A esmagadora diferença do Windows 8 face aos seus antecessores é que agora a navegação é feita em modo horizontal e não por ‘janelas’ ou camadas – aqui são visíveis as influências do Windows Phone, não só pela estética das Live Tiles mas pela organização do próprio sistema operativo, que está agora muito mais simples. E acreditamos que a experiência aqui é tão simples que se poderá tornar incómoda, ou quase limitativa, para alguns utilizadores mais antigos do Windows. Por outro lado quem se introduzir pela primeira vez ao Windows da Microsoft poderá ter uma opinião completamente diferente.

O ecrã inicial essencialmente agrega todas as aplicações que temos instaladas no dispositivo. Tal como no Windows Phone, as Live Tiles ‘interagem’ com os utilizadores e permitem ter informações em tempo real sobre o estado de cada uma das suas aplicações. Também à semelhança do Windows Phone temos a hipótese de reorganizar e reagrupar as aplicações a nosso bel’ prazer, embora não tenhamos – pelo menos não descobrimos como o fazer – a possibilidade de alterar o tamanho das mesmas.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Se realizarmos um gesto ‘swipe’ da direita para a esquerda temos acesso a uma barra de rápido acesso e que nos permite, entre outras coisas, realizar Pesquisas, Partilhar, aceder ao Ecrã Inicial, aceder à lista de dispositivos e um atalho para as Definições do dispositivo (que por sinal nos parece sustituir a famosa barra ‘Iniciar’, especialmente se pretendermos fazer reboot às definições do sistema).

Quando acedemos a uma aplicação, como por exemplo a câmara, os gestos Swipe parecem assumir uma igual importância, já que são eles quem nos vão permitir aceder às opções dentro das próprias aplicações: um gesto swipe de baixo para cima, por exemplo, permite-nos aceder às opções dentro da própria aplicação, emqianto que de cima para baixo encerra a app. Da direita para o centro temos novamente acesso à barra de Quick Access do Windows 8 e, se for da esquerda para o centro, acedemos a uma espécie de gestor de aplicações: se levarmos o gesto Swipe até ao fim vamos trazer de volta ao ecrã a última aplicação que utilizámos, repetindo o processo até completarmos o ciclo e regressarmos à mais recente aplicação aberta; por outro lado, se ‘devolvermos’ o gesto e ficarmos a pressionar, aparece-nos uma barra no lado esquerdo que funciona como um gestor de aplicações ‘clássico’, bastante semelhante ao que podemos encontrar nas versões mais recentes do Android, por exemplo. É ainda possível acedermos a uma espécie de modo ‘multitasking’ e deixar duas aplicações abertas em simultâneo, com o respectivo ecrã dividido de forma a partilhar espaço entre ambas.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Relativamente à performance do Asus Vivo Tab, e dadas as especificações técnicas do mesmo, o Windows RT é um sistema operativo bastante fluido, embora não tenha deixado de nos causar alguns constrangimentos com alguns dos bugs que detectámos: por exemplo, quando tentámos aceder à câmara digital pela primeira vez, o Asus Vivo Tab encravou literalmente. Restou-nos tentar os velhos atalhos (via teclado, já que só com gestos não saberíamos safar-nos ali) para abrir o gestor de tarefas e tentarmos encerrar a aplicação. Ainda assim não fomos bem sucedidos e vimo-nos obrigados a reiniciar o dispositivo.

Veredicto sobre o Asus Vivo Tab

Não poderemos formular para já uma opinião ‘séria’ em relação ao Windows RT, até porque a Vodafone Portugal nos disponibilizou o Asus Vivo Tab por bastante pouco tempo e isso não nos permitiu conhecer o novo sistema operativo da Microsoft até à exaustão. Por outro lado, as nossas ‘primeiras impressões’ acabaram por se dividir bastante. Talvez não fosse totalmente descabido citar Fernando Pessoa e afirmar que, com o Windows RT, ‘primeiro estranha-se e depois entranha-se’.

Asus Vivo Tab: review a um tablet Windows RT

Definitivamente conseguimos entender e valorizar o conceito, e temos perfeita noção de que esta experiência por parte da Microsoft vai dividir e muito os seus seguidores. Por outro lado, seria uma questão de tempo até que esta convergência entre PC e dispositivos móveis ocorresse, pelo que daqui para a frente só poderemos esperar que a gigante norte-americana consiga aperfeiçoar o seu popular sistema operativo.

Em relação ao Asus Vivo Tab: conseguimos tirar dele uma experiência de utilização acima do razoável, a qual até classificaríamos como tendo sido divertida. É claro que este tablet sofreu de uma desvantagem em relação aos seus concorrentes, que foi o facto de nos introduzir um sistema operativo completamente novo para nós, o qual exigiu de nós uma aprendizagem que não é realmente necessária noutros sistemas operativos desenhados para dispositivos móveis.

E se a primeira aventura da Microsoft neste novo caminho foi bastante satisfatória, deparámo-nos com alguns problemas bastante incómodos tais como alguns crashes/arrastamentos enquanto corríamos aplicações, ou uma autonomia de bateria de rédea bastante curta. Resta-nos fazer o teste em outras propostas semelhantes de forma a avaliarmos se a questão será do software, conclusão para onde estamos mais inclinados, se de uma necessidade de hardware superior.