CeBIT e o mito do sebastianismo

O maior salão mundial de informática e telecomunicações abre hoje as portas ao público.

Depois da feira de Cannes é a vez da cidade alemã de Hannover receber a visita dos mais ilustres fabricantes, negociantes, revendedores, interessados e curiosos em tudo o que gravita em redor das novas tecnologias, com especial atenção para as telecomunicações e, mais concretamente, para os telemóveis. Não há dúvida que o mundo inteiro espera que seja o segmento dos telefones celulares a marcar o passo no crescimento mais do que desejado da Nova Economia. Neste aspecto, nenhuma das marcas se fez rogada e até a mais desconhecida Tel.Me. guardou trunfos para apresentar na CeBIT 2002. Em foco vão estar os terminais telefónicos multi-usos (potencialidades multimédia do sistema UMTS) bem como os aparelhos derivados – leia-se PDA`s -, que cada vez mais se inserem na concorrente família de aparelhos de comunicação móvel. Serão cerca de oito mil empresas a fazerem-se representar na maior exposição mundial da especialidade. Aliás, a Deutsche Messe, empresa organizadora do evento, confirmou um novo recorde de participação, com o aumento na superfície de exposição para os 424 mil metros quadrados. Entre as 3210 companhias estrangeiras presentes no certame, a Formosa lidera com 594 expositores, seguido dos Estados Unidos com 345 e do Reino Unido com 281. Também os mercados emergentes, como a China e a Turquia, não vão deixar fugir uma oportunidade como esta. É bem visível pela aposta das empresas que a CeBIT está a ser encarada como uma espécie de sebastianismo das tecnologias. Todos querem ultrapassar a crise arrastada pelo segundo semestre de 2001, aproveitando os bons indicadores dos analistas da especialidade, que dão conta de um crescimento de 6,6% para este ano no sector e de 9% para 2003. A Suécia (país de origem da Ericsson) será o primeiro a recuperar, seguido da França, Itália, Finlândia, Espanha e Reino Unido. Estas estimativas foram feitas pelo IDC (International Data Corporation) e confirmados pelo EITO (Observatório Europeu das Tecnologias de Informação).