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Cientistas desenvolvem processo de absorção das radiações dos telemóveis

Película compósita detém mais de metade do potencial daninho

Cientistas de Hong Kong anunciaram ontem ter desenvolvido um novo processo de protecção que absorve até 70 por cento da radiação emitida pelos telemóveis, numa altura em que se questiona a segurança destes aparelhos.

Trata-se de uma película fabricada a partir de material compósito, com capacidade para absorver entre 50 a 70 por cento da radiação, valor que depende do tipo de telemóvel utilizado, de acordo com testes realizados na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong.

“É de fácil produção e barato”, afirmou Wen Weijia, o investigador principal envolvido, acrescentando que o dispositivo interpõe um mínimo de interferências nas comunicações e ajuda a proteger o cérebro humano.

Apesar de estudos anteriores relacionarem a utilização de telemóveis com o aparecimento de tonturas, vómitos, tumores cerebrais e cancro, ainda não há conclusões definitivas sobre esta matéria.

No entanto, qualquer implicação para a saúde teria repercussões em Hong Kong, onde se regista uma das maiores taxas mundiais de utilização de telemóveis.

Outro dos quatro cientistas implicados no estudo, Ge Weikun, indicou que a radiação é mais forte para a pessoa que efectua a chamada e não tanto para a pessoa que a recebe.

As películas podem ser produzidas a cerca de 300 escudos cada, e a Universidade está em negociações com potenciais parceiros, apesar de ter ainda de chegar a um acordo para comercializar a invenção.

Os 6,9 milhões de habitantes de Hong Kong possuem mais de 5,2 milhões de telemóveis, uma média de três aparelhos para quatro pessoas.