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Comércio electrónico multiplicado por seis até 2001 – 9/o Congresso Comunicações

O comércio electrónico representará 19 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de contos) de negócios na Europa Ocidental este ano, mas vai multiplicar-se por quase seis vezes em dois anos, para atingir 112 mil milhões de dólares em 2001.

«Lisboa, 24 Nov (Lusa) – O comércio electrónico representará 19 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de contos) de negócios na Europa Ocidental este ano, mas vai multiplicar-se por quase seis vezes em dois anos, para atingir 112 mil milhões de dólares em 2001, segundo Wesey Crichton da Alta Vista Company. Crichton, que falava terca-feira no 9/o Congresso das Comunicações, que termina hoje em Lisboa, afirmou que nos Estados Unidos da América (EUA) as pessoas passam em média mais de 10 horas por semana na Internet, contra cerca de 15 horas a ver televisão. Este responsável recordou que a Internet está a crescer em grande velocidade, nomedamente com os acesso gratuítos – por exemplo, em Portugal há cinco e na Grã-Bretanha 600 – caminhando-se a largos passos para os mil milhões de computadores ligados à rede. Crichton sublinhou que dentro de alguns anos será possível aceder em banda larga à Internet a velocidades 200 vezes superiores à maior velocidade actual. Estamos nos primeiros 15 segundos de uma revolução, considerou Crichton, sublinhando que se se entrevistassem os presidentes das 500 maiores companhias da Fortune, a maioria não saberia qual o impacto da Internet nas suas empresas. Diogo da Silveira, presidente da Novis, afirmou que o comércio electrónico valerá 17 milhões de contos em Portugal no próximo ano e 80 milhões em 2002, o que “já são valores importantes”. O presidente da nova operadora de rede fixa frisou que a Internet pode melhorar muita coisa para quem quiser, como para quem não quiser. Em relação aos operadores de telecomunicações, este responsável considerou que as áreas de conteúdo e do comércio electrónico são um desafio muito importante, sublinhando que nem todas estão preparadas de igual forma para essas áreas. Por sua vez, Grant Greatex, sócio da consultora Delloite Consulting, afirmou que o impacto acumulado do crescimento do investimento em telecomunicações em Portugal pode ir até 2,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005, observando que partes significativas deste investimento será dirigido para a melhoria da qualidade dos serviços. Este responsável considerou que a adopção da tecnologia UMTS, terceira geração de comunicações móveis, terá um impacto enorme no sector das telecomunicações móveis. Greatex admitiu que em 2002 o comércio electrónico poderá atingir um volume de negócios de um bilião de dólares (195 mil milhões de contos ou 9,75 vezes o PIB português de 1999) a nível mundial, sublinhando que este transcende fronteiras e permite a empresas de todas as dimensões alargarem os seus horizontes. Em relação aos novos operadores de telecomunicações em Portugal, Greatex alertou para o facto de eles terem de ter um grande cuidado e adequarem a sua oferta às necessidades previsíveis da procura, sem o que os seus investimentos não serão rentabilizados. Por sua vez o vice-presidente da Maxitel, Pedro Barros, criticou as limitações que os novos operadores da rede fixa terão após a liberalização e considerou que as tarifas para o tráfego de interligao ainda estão longe das recomendações da Comissão Europeia (CE). Este responsável afirmou ainda que os operadores que reúnam as melhores equipas serão os que melhores possibilidades de sobreviver terão, uma ideia retomada por vários oradores, que destacaram a importância dos recursos humanos neste sector. Entretanto o vice-presidente da Telecel, António Coimbra, sublinhou que as telecomunicações desempenham um papel crucial e estruturante para o desenvolvimento, e são uma ferramenta essencial na sociedade de informação. Em relação ao telefones móveis, António Coimbra garantiu que Portugal é um dos países europeus que apresenta melhores índices de cobertura e fiabilidade, salientando que tem os preços médios de comunicações móveis mais baixos da União Europeia. O vice presidente da Telecel lembrou ainda que as telecomunicações móveis representam 1,0 por cento do PIB português e as telecomunicações globais 3,4 por cento, frisando que com a liberalização esse peso irá aumentar.»