Conteúdos para telemóveis em alta

Os produtores de conteúdos para a Internet começam a ver a salvação no mercado dos telemóveis.

Poderão ser as comunicações móveis a salvação dos conteúdos na internet? Muito provavelmente, sim. É sabido que a produção de conteúdos na rede global está longe de conhecer os lucros, pelo simples facto dos seus utilizadores terem sido mal habituados à gratuitidade dos serviços prestados. Pensou-se que a publicidade cobria os custos, mas na primeira crise que surgiu uma grande parte das empresas que apostou neste sector foi-se abaixo.

As que permaneceram, ou são suportadas por grandes grupos económicos ou tentam a todo o custo levar o barco a bom porto. No entanto, o mercado dos conteúdos de comunicações móveis de terceira geração aparece como uma luz ao fundo do túnel para quem tem investimentos a abater ou uma empresa para fazer lucrar.

Calcula-se que em 2006, os consumidores europeus gastem qualquer coisa como 3,3 mil milhões de euros em conteúdos pagos nos seus telemóveis, contra 1,7 mil milhões registados na internet. Ou seja, daqui a pouco mais de quatro anos, o segmento de informação via telemóvel será muito mais lucrativo que na própria internet.

Dos actuais 252 milhões de euros gastos em conteúdos na internet na Europa Ocidental, 70% são gastos em sites para adultos, que é como quem diz, sexo. Mas esta é apenas uma excepção que confirma a regra, uma vez que os restante 30% (migalhas, diga-se), são gastos em conteúdos específicos de economia (cotações de bolsa e informação económica) ou em jogos.

E os potenciais investidores nem precisam de testar rigorosamente nada. É que só em 2001 foram gastos cerca de 590 milhões de euros em material pago para telemóvel, como são os casos dos logotipos, toques, resultados desportivos e cotação de bolsas. O que dá um valor superior ao dobro do registado na internet.

Este diagnóstico feito pela empresa de estudos de mercado Jupiter MMXI garante que o futuro para os conteúdos nos telemóveis está garantido. O suporte digital das comunicações de terceira geração e a velocidade de acesso vão fazer com que o sucesso esteja garantido antes mesmo da corrida começar. É a era do telemóvel.