E se fazer Like no Facebook ajudasse mesmo alguém?

Esta é a proposta da Flattr, que permite financiar conteúdo em websites como o Facebook, o Twitter, Instagram ou até o Vimeo. Nunca um ‘Like’ teve tanto significado.

O conceito de ‘crowdfunding’ é hoje uma realidade. Plataformas como o Kickstarter permitiram o financiamento de muitos projectos que, de outra forma, nunca teriam visto a luz do dia. A Oya, uma consola que corre Android, é um exemplo disso mesmo. Mas e se houvessem formas mais simples de financiarmos projectos e conteúdo? Conteúdo que consumimos diariamente nos nossos websites favoritos ou até mesmo nas redes sociais que mais frequentamos. Como o Facebook, o Instagram ou o Twitter – esta é essencialmente a proposta da Flattr, uma plataforma de crowdfunding que pretende permitir que os utilizadores possam fazer doações para apoiarem conteúdo que considerem relevante.

Imaginemos o seguinte cenário: estamos a seguir o nosso autor favorito no Twitter, que por sua vez nos envia um link para um novo post no seu blogue. Caso adicionemos esse conteúdo aos nossos favoritos ao clicarmos no ícone ‘favorite star’ estaremos a fazer uma pequena doação que vai directamente para quem o produziu. Mas como é que a Flattr propõe que isto seja possível?

E se fazer Like no Facebook ajudasse mesmo alguém?

Será necessário que os seus utilizadores criem uma conta e associem uma pequena quantidade mensal de dinheiro – 20 euros, por exemplo – que é partida e distribuída  sempre que fizermos um ‘Like’ ou favoritarmos um conteúdo. Esta acção iria incluir redes sociais como o Facebook, Twitter, Instagram, Flickr e Soundcloud, além de sites populares como o Vimeo. Seria necessário que quem produz o conteúdo também estivesse registado no serviço e habilitado a receber doações. Caberá aos utilizadores do Flattr ligar este serviço a todas as suas redes sociais para garantir que todo o processo mantenha a sua simplicidade.

Hoje em dia tudo é conteúdo, refere Linus Olsson, co-fundador e director-executivo da Flattr em entrevista à Venture BeatO Kickstarter revolucionou a forma de financiarmos novas ideias, mas [não há nada] para as coisas velhas que já tenham sido feitas ou que ainda venham a ser feitas, referiu. A ideia é simples: passa por permitir que os utilizadores consigam apoiar, através de microtransacções, os criadores dos conteúdos que mais apreciam. De fora ainda estão alguns gigantes como o Youtube e o Facebook, mas de acordo com o VentureBeat, o CEO da Flattr já terá referido a sua intenção de acrescentar esses websites à sua plataforma.

Linus Olsson, CEO da Flattr

E se fazer Like no Facebook ajudasse mesmo alguém?

É definitivamente uma forma mais user friendly de apoiar e financiar conteúdos que realmente signifiquem algo para nós. O que acham deste modelo de negócio? Acham que faz sentido, tanto para utilizadores como para criadores de conteúdo? Acham que teria potencial para revolucionar a forma como acedemos e consumimos conteúdo na Internet? Se um ‘Like’ já diz muito sobre nós, o que não dirão os projectos que resolvermos apoiar e financiar? Deixem-nos o vosso feedback!