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Ecrãs holográficos nos smartphones: quando é que esta tecnologia chegará a Portugal?

Os hologramas são frequentemente associados a tecnologias futuristas da ficção, mas a verdade é que eles não só já existem em smartphones, como são mais antigos do que os novos aparelhos!  A 26 de Fevereiro de 2011, a gigante da indústria dos videojogos Nintendo lançou a consola “Nintendo 3DS”, a qual conta, entre outras funcionalidades, […]

Os hologramas são frequentemente associados a tecnologias futuristas da ficção, mas a verdade é que eles não só já existem em smartphones, como são mais antigos do que os novos aparelhos! 

A 26 de Fevereiro de 2011, a gigante da indústria dos videojogos Nintendo lançou a consola “Nintendo 3DS”, a qual conta, entre outras funcionalidades, com efeitos holográficos. O truque não requer o uso de óculos para ser visualizado e pode ser desactivado com um simples botão, tornando-se um sucesso entre os gamers. 

E este é apenas um exemplo: a tecnologia holográfica em dispositivos móveis não é algo novo! Apesar disso, é desonesto afirmar que o que o Nintendo 3DS fazia é similar ao que temos hoje. Embora tais efeitos recebam o mesmo nome, os ecrãs actuais utilizam inovações que não existiam no passado. 

Hoje vamos falar exactamente sobre isso! Afinal, o que são os ecrãs holográficos contemporâneos? Quando é que os smartphones com esta tecnologia chegarão a Portugal? Vamos responder a estas duas perguntas, além de falar um pouco mais sobre os efeitos holográficos e como podem ser úteis!

Quando é que os ecrãs holográficos chegarão a Portugal?

Os ecrãs holográficos nada mais são do que ecrãs de telemóveis que exibem imagens tridimensionais sem a necessidade de utilizar óculos ou outros gadgets especiais. Embora seja uma tecnologia apelativa, actualmente ainda não existem telemóveis comercialmente disponíveis que integrem esta funcionalidade no aparelho. 

Ou seja: mais do que responder a quando é que a tecnologia chegará a Portugal, podemos responder a quando é que ela chegará ao mundo inteiro: no futuro! Em 2018, o RED Hydrogen One foi lançado no mercado com resultados que dividiram opiniões, tanto pela qualidade do ecrã como pelos preços. 

Em teoria, uma empresa poderia lançar um novo aparelho com ecrã holográfico, mas as hipóteses são altas de que ele custasse muito caro, existisse em quantidade limitada e não fosse assim tão eficaz noutras funções. A partir desta reflexão, vale a pena falarmos um pouco mais sobre algumas coisas que precisamos de saber.

3 coisas que precisa de saber sobre os ecrãs holográficos

1. Requisitos necessários ao funcionamento ainda não compensam 

Ecrãs holográficos são, na sua forma mais pura, uma representação 3D de imagens. Para exibir imagens deste tipo, o aparelho precisa de ser robusto, com múltiplas câmaras e processadores gráficos de última geração. Tudo isto é caro de produzir, com benefícios que ainda não se justificam. 

Embora os hologramas em dispositivos sejam interessantes, ainda são vistos como “gimmicks”, uma funcionalidade que existe puramente para entretenimento e que não impulsiona vendas de forma significativa. É certo que esta situação mudará no futuro, mas este é o ponto em que a tecnologia se encontra neste momento.

2. Certas tecnologias similares são mais baratas e mais eficazes 

Começámos este texto a falar sobre os ecrãs da Nintendo 3DS, os quais possuem um efeito semelhante aos ecrãs holográficos. A tecnologia foi desenvolvida há uma década e meia por um valor acessível, mas com o aspecto negativo de que não podia ser observada de todos os ângulos de um ecrã. 

Actualmente, é possível obter um efeito muito melhor com os óculos de realidade aumentada, os quais também não são ecrãs holográficos, mas oferecem a mesma funcionalidade. Na prática, o que vemos é um grande número de tecnologias similares, mas distintas, que são bem mais baratas e mais eficazes.

3. A adopção em massa poderá surgir primeiro noutras indústrias 

Embora os hologramas ainda não sejam comercialmente viáveis para dispositivos de bolso, o seu uso é justificado noutras indústrias. A música, por exemplo. Nos últimos anos, espectáculos que utilizam imagens de artistas — vivos ou já falecidos, reais ou fictícios — tornaram-se cada vez mais comuns e admirados. 

Naturalmente, trata-se de uma empreitada dispendiosa, mas que justifica os custos por oferecer a tecnologia a múltiplos indivíduos de uma só vez. E este é apenas um exemplo, com utilizações pontuais também em contextos académicos e profissionais, sempre com o objectivo de proporcionar experiências imersivas.

Embora façam parte de uma inovação tecnológica interessante, os ecrãs holográficos disponíveis aos consumidores actualmente ainda não atingiram todo o seu potencial. A partir desta constatação, vale a pena estar atento ao que será descoberto e lançado no futuro, especialmente no mercado português.

Imagem de Tiago Alexandre Lopes no Unsplash