Ericsson & Sony. Dois em um lava mais branco

A partir de hoje a Ericsson e a Sony são um só fabricante de telemóveis. Da maneira que correm os negócios, é preciso arregaçar as mangas. É que a Siemens e a Motorola querem fazer o mesmo.

A Ericsson e a Sony já tinham anunciado a fusão para combater a concorrência feroz que se faz sentir no sector dos fabricantes de aparelhos de comunicações móveis. Hoje é o dia um desta nova empresa, que ainda não tem nome. E é precisamente na denominação que está a questão mais problemática da junção. Uma coisa é certa: não será nem Sony nem Ericsson.

Entretanto, o Wall Street Journal adiantou a possibilidade da Siemens e da Motorola seguirem os passos das suas congéneres japonesa e sueca. Alegadamente estas duas empresas encontram-se em negociações para fazer frente à nova dupla, que acabou por se tornar num só.

Recorde-se que as negociações entre a Sony e Eriucsson começaram em Abril deste ano, tendo os americanos da Motorola e os alemães da Siemens seguido o exemplo no Verão. Mas a discussão ainda vai num ponto muito inicial. O WSJ avalia a “joint-venture” numa soma que ronda os 20 a 25 mil milhões de dólares.

Já a nova empresa de telemóveis, formada pela Ericsson e pela Sony, pode ainda não ter nome mas já tem logotipo. É precisamente a questão da denominação, segundo para alguns especialistas, que está a causar o primeiro embaraço para a mais recente “marca” de telemóveis. É que se uns defendem um novo nome na praça, para dar uma sacudidela no mercado, outros consideram que trabalhar numa nova designação seria deitar dinheiro pela janela (leia-se fora!).

As metas são ambiciosas: segundo o site oficial da nova empresa, o objectivo é, num prazo de cinco anos, alcançar o primeiro lugar dos fabricantes de telemóveis a nível mundial. A página ainda tem, na secção de produtos, modelos das “antigas” empresas. E assim deverá continuar até que se anuncie o primeiro modelo conjunto entre a Sony e a Ericsson. Ainda não foram adiantados prazos por nenhum dos responsáveis da nova empresa, mas a chegada em massa do UMTS, sobretudo na Europa, deverá acelerar o processo.