Ericsson T66: porque o tamanho interessa

Só ao agarrar um Ericsson T66 é que se pode ver, afinal, como o tamanho é importante!

A Ericsson fechou com chave de ouro a sua produção de telemóveis, enquanto marca independente. O Ericsson T66 pode não parecer à primeira vista o que realmente é: um telemóvel pequeníssimo, ultra-leve, de aparência atraente e com menus incorporados extremamente fáceis de usar. O básico exigido a um aparelho da sua natureza foi claramente correspondido e nem mesmo as suas falhas conseguem manchar a nota final: 16 valores.

Afinal, o que pretendem as marcas ao produzir telemóveis pequenos e leves, relegando para segundo plano aspectos tão importantes como a autonomia da bateria e captação de rede? O Telemoveis.com diria que se trata de apostas em segmentos de mercado muito bem definidos, para utilizadores que pouco se importam com o facto de terem de recarregar o telemóvel de dois em dois dias (ou diariamente) e da captação de sinal. Terminais de reduzidas dimensões servem uma classe de consumidores que estão mais interessados em “esconder” na bolsa, também ela de tamanho ínfimo, ou no bolso da camisa e cujo design sirva de autêntica montra de vaidades às novas tecnologias.

Assim pensou a Nokia quando lançou o 8210 (e mais luxuosamente o 8810), assim continuou a pensar a Ericsson com o T66. Por isso dizemos que, ao contrário do que possa pensar, o tamanho, afinal, interessa. Com apenas 59 gramas e com 92x41x18,5 mm de dimensão, o T66 era, no momento do seu lançamento em Setembro do ano passado, o modelo mais pequeno do mundo, com a vantagem de ter desparecido a antena que tantas críticas valeram por parte dos consumidores à marca sueca.

Mas nota-se que a Ericsson tem feito um esforço suplementar para tornar o seu software bem mais fácil na óptica do utilizador. Os menus são, agora, bem mais intuitivos, uma característica que tem valido ouro à rival da Nokia para arrecadar muitos clientes. Agora, já não precisamos de percorrer um sem-número de sub-categorias sem grande definição para encontrar as ferramentas mais utilitárias para o dia-a-dia, graças ao chamado “Option Key”, o primeiro a seguir ao ecrã. Nele pode navegar-se em sistema WAP (pouco utilizado em Portugal), bloquear teclado, mandar uma mensagem, aceder ao chat, ver imagens e os registos inseridos no terminal. Apesar de algumas destas funções não serem prioritárias para o mercado nacional, temos que concordar que também o software tem de ser submetido à globalização.

O calendário está programado para ser uma verdadeira agenda personalizada, com articulação de alertas em todas as entradas que lhe sejam feitas. Apesar de ainda não incluir suporte ao sistema GPRS, este modelo já aceita mensagens EMS, às quais permite juntar som e imagem (estática) ao texto normal, para aparelhos compatíveis. E como não podia deixar de ser, não podia faltar o tão popular T9, de escrita inteligente, para quem leva a sério a mania das SMS.

Não é um telemóvel para quem procura o espanto e a admiração das mais avançadas inovações tecnológicas. Não, o T66 encanta pelo seu aspecto exterior e pelas funções que um terminal da sua estatura consegue reunir. A bateria não tem grande autonomia (a própria marca dá-lhe entre 1,5 a 5 horas de conversação), mas como já foi dito, há quem não esteja minimamente preocupado com essa questão. Tem, ainda, uma outra vantagem, para quem gosta de levar o seu aparelho nas deslocações ao estrangeiro: por ser tri-band, facilmente é aceite pela rede europeia e em alguns países fora do Velho Continente.

Numa expressão simpática, pequenino e muito jeitosinho!

Pedro Figueiredo