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Futuros telemóveis poderão ser incoporados nas roupas ou acessórios de moda

Haverá uma aproximação aos materiais do quotidiano, como a roupa, os acessórios de moda, o vestuário

Lisboa, 31 Out (Lusa) – A necessidade de aceder à Internet e a redes sociais no telemóvel faz com que já se fale numa revolução nos ‘smartphones’, mas o futuro ficará também marcado pela incorporação de tecnologia na roupa ou acessórios com os telemóveis de conceito. “Não é tão importante saber como serão exactamente os telemóveis dentro de cinco a 10 anos, mas os materiais que vão compor esse futuro. Haverá uma aproximação aos materiais do quotidiano, como a roupa, os acessórios de moda, o vestuário”, afirmou à agência Lusa o responsável pelos dados e Internet da Optimus, Nuno Gama, sublinhando, contudo, que nas telecomunicações não há certezas a 100 por cento. São os chamados ‘wearable devices’, que, segundo Nuno Gama, podem ser, por exemplo, “um relógio que incorpora um telemóvel, um casaco em que o circuito impresso está embebido no tecido, um brinco com um auricular, uma câmara que é usada como colar e que grava todos os movimentos do dia-a-dia e os coloca na Internet”, ou seja, “tudo aquilo que os limites da imaginação humana ditarem e que ainda não foi alcançado”. O responsável pela gestão de produto da TMN, Pedro Pinheiro, classifica-os como os “telemóveis de conceito”. “Não sabemos como vão aparecer, mas começam a surgir alguns protótipos que poderão ser acessórios do próprio corpo. Por exemplo, hoje temos de levar um telemóvel no bolso, mas amanhã posso ter de carregar num botão e falar para um interface que está no casaco com que ando regularmente. Mas isso não sabemos, o tempo nos dirá”, exemplifica Pedro Pinheiro, adiantando que a TMN já tem um telemóvel com o teclado transparente. As operadoras defendem contudo que as tendências nos próximos anos serão os telemóveis mais intuitivos, com o ecrã táctil e os teclados completos (Qwerty) a ganhar terreno, e a permitir a utilização de serviços de Internet e multimédia de grande qualidade, valorizando o acesso às redes sociais, como o Facebook. São conhecidos por Smartphones e que deverão representar 50 por cento da quota de mercado em 2012. “Na Vodafone, os smartphones representam uma quota de mercado de 11 por cento. Tem havido um crescimento muito forte desde há um ano e meio. São equipamentos com uma capacidade de inteligência maior e permitem fazer o browsing na Internet como se estivesse em casa ou no computador fixo. E o que é certo é que estamos a assistir a uma revolução na nossa indústria”, disse o responsável da Área de Equipamentos Terminais da Vodafone Portugal, Nuno Taveira. De acordo com o responsável, os smartphones vão alterar os comportamentos e os hábitos das pessoas e até a sua relação com o mundo exterior e deverão massificar-se nos próximos anos, com a redução dos preços. “Já existe uma grande convergência entre aquilo que são as características dos pc’s que tínhamos em casa e os smartphones. A seguir virá a a fusão entre os netbooks, os notebooks e os smartphones. Vai haver uma mistura tecnológica”, antecipa Nuno Taveira. Apesar de os smartphones dominarem o mercado no futuro, a verdade é que os telemóveis básicos, usados só mesmo para falar ao telefone, vão continuar a existir, quanto mais não seja para puderem caber numa carteira de senhora em determinadas ocasiões. JMG Lusa