GSM Association exige software barato

Meio de lutar contra a pirataria.

As empresas afirmam que os pagamentos elevados de royalties podem prejudicar os mercados de música digital e vídeo, clamando por isso por software mais barato.

A Open Mobile Alliance (OMA), organização sectorial da telefonia móvel, desenvolveu um padrão aberto para software antipirataria, mas a tecnologia usada com o padrão é cara demais, segundo afirma a GSM Association.

A associação ameaçou abandonar o padrão aberto e pediu sistemas novos e mais baratos de administração de direitos digitais (DRM), ainda que isso possa significar fragmentação que se provaria frustrante para os consumidores. Sem um padrão aberto, os consumidores perderiam a capacidade de executar qualquer tema musical ou filme digital em qualquer aparelho móvel.

As queixas dos operadores seguem-se a reclamações semelhantes dos fabricantes de telemóveis e equipamentos electrónicos de consumo, que afirmaram à Reuters, no final de Fevereiro, que a cobrança de royalty de 1 dólar por cada terminal móvel era um preço alto demais apenas para proteger música e vídeo digitais contra cópias ilegais. Disseram mesmo que não conseguiriam recuperar essa quantia com a receita gerada pelo entretenimento digital em telemóveis.

Os operadores teriam também de pagar uma percentagem do preço de cada download, o que poderia representar direitos de 1 cêntimo de dólar sobre uma música cujo download para um terminal custa 1 dólar.

A cara tecnologia de combate à pirataria é administrada pela MPEG LA, que reuniu as patentes essenciais controladas pela InterTrust e ContentGuard, duas pequenas mas poderosas empresas de DRM, além das gigantes da electrónica Sony e Matsushita Electric Industrial, do Japão, e Philips, da Holanda.

«A GSM Association acredita que os seus membros não só encaram a tarifa por aparelho proposta pela MPEG LA como pouco razoável e excessiva, mas consideram a tarifa por transacção proposta como inviável em termos de mercado», afirmou a associação em comunicado.