Guerra por SMS

Os filipinos continuam a marcar pontos no serviço de SMS por telemóvel. Mesmo nos apelos à Jihad…

A população filipina é a mais apaixonada utilizadora do serviço de mensagens curtas (SMS) do mundo. Aliás, foi através deste serviço de telecomunicações móveis que os filipinos se organizaram para depôr o ex-presidente Joseph Estrada. O problema é que já correm milhões de SMS”s nas Filipinas com vista à reunião de todos os muçulmanos a favor da guerra santa contra os Estados Unidos. Uma enorme dor de cabeça para Gloria Macapagal Arroyo, presidente das Filipinas, que deve estar a dizer mal da vida, pelo impacto que os telemóveis tiveram no seu país. Depois do autêntico levantamento popular registado na sequência do corte de mensagens gratuitas pelos operadores filipinos, com direito a carta aberta à presidente Arroyo, surge agora um problema bem maior para a diplomacia filipina. Circulam pelas Filipinas, desde o passado fim-de-semana, milhões de mensagens pela comunidade islâmica apelando à guerra santa contra alvos americanos. A presidente Gloria Macapagal prefere desvalorizar a veracidade dessas mensagens, apesar de serem milhões. Preferiu apostar num centro de atendimento para justificar esse tipo de activismo e instigação da população filipina. Uma pedra no sapato do governo filipino, que se mostra impotente para encontrar uma solução eficaz para combater este tipo de mensagens em cadeia, que muitas vezes lançou o pânico no país. Basta recordar, por exemplo, na semana passada, um pequeno surto de gripe ocorrida numa escola, que rapidamente, via SMS, chegou ao conhecimento da população como sendo um ataque feito com anthrax . Espalhou-se de tal forma, mesmo antes das autoridades conseguirem desmentir o sucedido.