És Android mas falta-te garra, HP Slate 7

Principalmente se quiser concorrer com tablets como o Google Nexus 7, o Amazon Kindle Fire ou até mesmo o Apple iPad mini. Eis a nossa opinião!

A HP não é nenhuma estranha dentro do segmento dos tablets, embora a sua experiência não tenha sido a mais positiva até à data. O que talvez tenha contribuído para que a sua nova aproximação neste segmento de mercado tenha sido feita, pelo menos no que diz respeito ao Android, com alguma cautela. É que o HP Slate 7 aparenta isso mesmo, e talvez a HP tivesse feito melhor em conferir mais garra a este dispositivo.

O HP Slate 7 é um Android Jelly Bean equipado com um processador dual-core de 1.6 GHz, câmara digital de 3 MP e 8 GB de espaço de armazenamento (com suporte para expansão de memória via microSD), além de incluir um ecrã LCD de 7 polegadas (600 x 1024, ~170 ppi) – especificações meramente razoáveis e que não deverão fazer deste dispositivo um concorrente directo de dispositivos como o Google Nexus 7, o Amazon Kindle Fire ou até mesmo o Apple iPad mini, mesmo apesar do seu preço convidativo (o HP Slate 7 deverá custar à volta de €150). Nem o facto de trazer Beats Audio incorporado nos faz mudar de ideias.

És Android mas falta-te garra, HP Slate 7

Mas tirando esse aspecto, em tudo o resto o HP Slate 7 deixa muito a desejar: o ecrã não é tão bom como o dos seus concorrentes; a câmara, apesar de filmar em HD, não deverá motivar uma utilização intensiva por parte dos seus utilizadores; exceptuando o preço, a única característica minimamente apelativa neste tablet sem ser o seu preço é o seu processador dual core de 1.6 GHz, que à partida deveria garantir a este tablet uma performance razoável na hora de corrermos aplicações. E mesmo assim estará mais dependente da performance do Android do que propriamente do seu hardware.

Resumindo: estamos em pleno 2013 e a HP não apresentou um dispositivo inovador, antes limitou-se a tentar conquistar a sua fatia num mercado já por si bastante saturado. E nem assim introduziu um tablet verdadeiramente apelativo ou competitivo com dispositivos que já estão no mercado desde o ano passado, o que deveria ter garantido alguma vantagem à empresa na concepção do seu próprio tablet. Especialmente após a HP nos ter dado a entender que voltaria a apostar, agressivamente, em smartphones e tablets.