ICP em tempo de mudança

Presidente vê com bons olhos a integração sob a mesma tutela dos sectores das telecomunicações e do audiovisual.

Luís Nazaré, presidente em exercício do Instituto de Comunicações de Portugal (ICP), manifestou implicitamente, em entrevista publicada, hoje, pelo jornal Público, a sua concordância com a medida governamental, em estudo, de integrar debaixo da tutela da mesma identidade os sectores das telecomunicações e do audiovisual. Esta medida, aliás, faz um sentido crescente na medida da convergência crescente dos dois âmbitos e poderá implicar uma total refundação da orgânica do ICP.

Na mesma entrevista, Luís Nazaré revelou a criação recente de uma nova brigada de fiscalização que deverá actuar para a supervisão in loco nas centrais telefónicas das dificuldades, reportadas pelos operadores face à PT, na oferta do lacete local.

Criticado a propósito do processo nacional de abertura do mercado das telecomunicações, com os episódios recentes da falência da Teleweb e do «caso Maxitel», o presidente do ICP menorizou a questão na mais pura lógica darwiniana: «Em Portugal ficamos muito preocupados quando vemos uma empresa fechar as portas (…) Se calhar até deviam fechar muitas mais. Umas nascem e outras morrem».

Luís Nazaré reconhece ainda o óbvio: o lançamento do UMTS no nosso país deverá ser adiado do início de Janeiro do próximo ano para data posterior ainda a definir.