Internet: Comércio Electrónico – O click da competitividade das empresas

O constante aumento de utilizadores da Internet é um desafio para as empresas que se querem manter fortes no mercado.

«Lisboa, 10 Fev (Lusa) – O constante aumento de utilizadores da Internet é um desafio para as empresas que se querem manter fortes no mercado: a competitividade está a um click de distância, afirmou hoje um quadro de uma empresa de software. A chave para uma transacção comercial bem sucedida assenta na fidelização do cliente. O consumidor certo deve tornar-se um consumidor fiel, que se sinta bem e integrado numa “comunidade”, sem tempo ou necessidade de espreitar um site concorrente, acrescentou. O responsável da Compuware (arquitectos de aplicações) para a área do comércio electrónico na Europa, Steve Busby, falava durante uma sessão sobre Factores Chave para o Sucesso do Comércio Electrónico. O sucesso do comércio electrónico está relacionado com uma mudança de perspectiva, que deixou de estar centrada no produto para se preocupar mais com o consumidor. Por isso, afirmou, é necessário simplificar e integrar todas as fases do processo de forma a possibilitar e facilitar as transacções comerciais. “Na Internet é impossível controlar quem e quando se acede a um site para comprar determinado produto, a meta é o mundo”, disse, lembrando que as empresas devem começar a pensar em termos de tempo Internet (24 horas por dia). O presidente da APESI – Associação Portuguesa das Empresas de Tecnologias de Informação e Comunicações, João Senos, disse à Agência Lusa que falta dar em Portugal o “grande passo”. “Ainda há relutância em fazer negócios on-line, os portugueses mostram-se abertos à inovação mas são pouco inovadores”, sublinhou. João Senos reconheceu o papel que o Ministério da Ciência e da Tecnologia tem tido na dinamização do comércio electrónico em Portugal, nomeadamente através da Missão para a Sociedade da Informação. “A Iniciativa para o Comércio Electrónico é muito positiva, apesar de achar que o desenvolvimento do comércio electrónico não deve partir da iniciativa privada, como prevê o primeiro princípio enunciado pela Missão, mas do governo”, sublinhou. O sucesso para uma economia digital significa agir em função dos novos utilizadores da Internet e descobrir as suas necessidades, preparando uma nova estrutura digital, uma meta que choca com o actual estado de desenvolvimento do comércio electrónico em Portugal, comentou João Senos. “Segundo dados da International Data Corporation (IDC), 96 por cento das actividades dos sites portugueses estão limitadas à informação sobre produtos e serviços, só cinco por cento permitem transacções comerciais”, mencionou. A actividade da companhia norte-americana Compuware está centrada no desenvolvimento de soluções de produtividade para melhorar e manter com eficácia as aplicações necessárias ao negócio digital. A directora-geral da empresa para a Península Ibérica, Linda Garcia-Rose, disse que a empresa tem uma gama de soluções e serviços profissionais capaz de apoiar os projectos empresariais de comércio electrónico em todo o seu ciclo de vida (planificação, desenvolvimento, teste e gestão dos níveis de serviço das aplicações).»