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Internet/EUA: 43 por cento ligados à rede, 3,9 por cento em Portugal

Entre os cidadãos norte americanos, quase metade, 43 por cento segundo os consultores da PriceWaterhouseCoopers, dispõe de acesso à Internet, um valor que sublinha vantagens fundamentais relativamente aos europeus.

«Nova Iorque, 01 Out (Lusa) – Entre os cidadãos norte americanos, quase metade, 43 por cento segundo os consultores da PriceWaterhouseCoopers, dispõe de acesso à Internet, um valor que sublinha vantagens fundamentais relativamente aos europeus. De facto, no Reino Unido há 24 por cento de cidadãos com acesso à rede, na Alemanha 18 por cento e em França 10 por cento. Portugal, onde o último censo apontava para a existência de 3.149 famílias, apesar de políticas em fase de implementação, ainda é nesta matéria dos últimos dos Quinze (3,9 por cento), segundo um relatório do Eurostat. Apesar de tudo, o número de cibernautas duplicou na União Europeia entre 1997 e o fim de 1998. Com uma percentagem de utilização da Internet abaixo dos cinco por cento encontram-se a Espanha (5 por cento), a França (3,9 por cento), Portugal (3,9 por cento) e a Grécia (2,9 por cento). “Cada vez mais, os consumidores realizam, de cada lado do Atlântico, a importância que a rede pode ter nas suas vidas, quer seja para comunicar, efectuar transacções, lazer ou melhorar a sua produtividade”, comenta Frank Doyle, responsável do Grupo de Tecnologia da PriceWaterhouseCoopers. A importância relativa dos números, neste contexto, sublinhou-a recentemente o escritor norte-americano Alvin Toffler ao vincar, no México, que a impossibilidade das economias mais débeis incorporarem em condições adequadas a era da tecnologia pode colocar os respectivos países à mercê de um novo “colonialismo”. O escritor, assessor de líderes políticos, que tinha em mente a situação de desvantagem da América Latina, conquistou o “título” de “futurista” no final da década de 60, altura em que previu o actual sistema económico mundial e a revolução cibernética. Toffler, que participou no México no Simpósio Financeiro Internacional “Visão Global na Perspectiva do Novo Milénio”, denunciou que, na nova ordem, o mundo divide-se entre os países que têm acesso ao conhecimento através da tecnologia e os que não têm essa possibilidade. Na análise de Toffler, num primeiro tempo floresceram as sociedades agrícolas, destronadas pela sociedade industrial, que, por sua vez, no início do século XXI, será substituída pela sociedade do conhecimento tecnológico, a era dos “chips”, que já marcam presença em todos os aspectos da vida. Afirmou também que as redes Internet serão a ferramenta que transformará as relações económicas actuais e, inclusivamente, as pessoais. Os computadores nos lares mexicanos totalizam actualmente um Milhão, valor muito abaixo dos 100 milhões existentes nos Estados Unidos. Ainda sobre o que revelou o Eurostat, os cibernautas da União Europeia utilizam a Internet para facilitar a obtenção de documentos administrativos (47,8 por cento), para reservar viagens (42,3 por cento), obter conselhos de natureza médica (41,9 por cento) e para procurar emprego (41,5 por cento). Em média, 30,8 por cento dos europeus usam um computador pessoal em casa. Nesta média, a clivagem Norte/Sul também é notória, 56,7 por cento dos suecos usam o computador em casa, na Holanda a percentagem é de 58,8 por cento. Em Portugal o valor é de 18,4 por cento. Numa altura em que os fabricantes aperfeiçoam telemóveis que vão permitir cada vez melhor acesso a conteúdos disponibilizados na Internet há outro dado interessante sobre as diferenças norte/sul: Esbatem-se quando se fala de telefones portáteis. Um quadro do fabricante finlandês de telemóveis Nokia afirmou nos últimos dias em Lisboa que Portugal é um dos mais dinâmicos mercados europeus de telemóveis, tem uma das mais elevadas taxas de penetração da Europa, ocupando o 5/o lugar no ranking com cerca de 44 por cento, atrás da Finlândia, Noruega, Suécia e Itália, prevendo-se que no ano 2000 a taxa de penetração venha a ultrapassar os 70 por cento.»