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Quando o telemóvel peca. Guia de etiqueta para utilizadores e interessados

Quando o telemóvel peca. Guia de etiqueta para utilizadores e interessados

quinta-feira, 01 fevereiro, 2001 /
"O que é que os saloons do velho Oeste têm em comum com um bar do Ritz hoje?" Regras de são convívio no mundo novo das comunicações celulares. Corre por aí uma piada que pergunta: "o que é que os saloons do velho Oeste têm em comum com o bar do Ritz?" Resposta: em ambos o "armamento" fica à porta: os Colts em Tombstone; os Nokia e os Ericsson na actualidade.

A nota pode ser um bocado forçada, mas a comparação ajuda-nos a reflectir sobre o que, em dados contextos, pode ser a "hábito" maldito dos telemóveis. Como nas pragas bíblicas, um toque nunca vem só...

Um dicionário de uso corrente define hábito como "tendência adquirida, estável, que facilita a prática de certos actos". Por conseguinte, os hábitos correspondem a expectativas de conduta exclusivamente criadas para facilitar o relacionamento social.

Numa sala de cinema, por exemplo, o acto em presença é a fruição de um filme, logo o "hábito" de receber chamadas no telélé é um "mau hábito" porque interfere com a função primordial para que os presentes ali estão. Não se queixe, portanto, se o mandarem calar. Têm razão.

Isto para concluir que, longe de ser incontroverso, o uso dos telemóveis levanta problemas de cortesia balizados, em primeiro e último lugar, pelo respeito que cada um deve aos outros. Orientado por essa preocupação, o Telemoveis.com inventariou um conjunto de dez preceitos de uso politicamente correcto que lhe sugere retenha.

Teologia do Telelé. Os dez mandamentos da utilização dos telefones celulares

1 - Não utilize o seu telefone celular para apontar algo ou, pior, alguém. Lembre-se da sua mãezinha: "não se aponta que é feio".

2 - Não leve o seu telemóvel para entrevistas ou, pelo menos, certifique-se de que ele não está em condições de tocar. Em qualquer caso, não lhe passe pela cabeça "exibi-lo" face ao entrevistador.

3 - O telemóvel como instrumento de sedução é um logro. A menos que goste do género sopeirinha facilmente impressionável invista antes em perfume e flores. Há matérias em que os métodos antigos ainda são os mais eficazes.
Se não se conseguir resignar a exibir a antena lembre-se que, contrariamente a alguma ideia feita que tenha, segundo um estudo inglês recente, são os telemóveis pequenos que mais seduzem.

4 - Não fale ao telefone em funerais e celebrações eucarísticas. Lembre-se do morto e veja nele uma linha directa para o céu. Deve ser-lhe suficiente.

5 - Da mesma forma, respeite os avisos nas salas de espectáculo: não converse ao telefone no meio de um concerto ou de uma peça de teatro.

6 - Não fique a escrever mensagens SMS, de cara virada para baixo, acabrunhado, quando está a conversar com alguém. É uma falta de respeito.

7 - Não se arme em néscio, e exiba ruidosamente os seus "tons" novos em espaços públicos.

8 - Não berre ao telefone. Provavelmente não sabe, mas o GSM já inclui um algoritmo de redução do ruído de fundo. Falar mais alto pouco lhe adianta se a qualidade da ligação for má.

9 - Não seja sovina. Se usa frequentemente o telemóvel enquanto conduz compre um kit mãos livres. Se duvida da utilidade, recorde-se das estatísticas de mortalidade nas estradas: 56 000 mortos em 25 anos.

10 - Se está a conversar com alguém e tem mesmo de atender o eu telefone, no mínimo peça licença.

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