Marconi a prazo desafia bancos

A empresa continua bastante endividada, mas não cede às pressões dos bancos onde reside a possível salvação financeira.

A distância entre a Marconi e os bancos que detém a chave para a continuidade da já muito endividada empresa parece estar a aumentar cada vez mais. Segundo o de Guardian, a retoma de acções em sub-rendimento efectuada no mês passado no valor de 178 milhões de libras por um custo de 101 milhões gerou alguma preocupação entre os banqueiros, devido a receios que a direcção da Marconi estivesse a agir por conta própria. Os cortes de custos efectuados ontem poderão custar cerca de quatro mil postos de trabalho, e parecem confirmar que as decisões operacionais da Marconi não vão de encontro das negociações com os bancos que estão por detrás das linhas de crédito no valor de 4,5 bilhões de libras. Os bancos até podem viver com o facto de estarem a ser ignorados – pelo menos a curto prazo – mas estão agora preocupados com o facto da Marconi poder estar a minar a sua saúde financeira a longo prazo do que resta do negócio. A empresa vendeu nos últimos três meses uma série de componentes do seu negócio, muitos dos quais fariam parte do seu core business , e os banqueiros estão a chegar à conclusão que o que é demais não presta. É bom reduzir as dívidas e realizar algumas mais valias, mas o problema mantém-se: o que fazer para aumentar os lucros?