MMS, o que há no mercado?

É fácil, é grátis e há aos milhões. Chama-se Serviço de Mensagens Multimédia mas é mais conhecido pela sigla MMS e resulta da evolução natural do SMS.

É fácil, é grátis e há aos milhões. Chama-se Serviço de Mensagens Multimédia mas é mais conhecido pela sigla MMS e resulta da evolução natural do SMS.

O MMS é como que o upgrade daquele serviço de mensagens tecladas no telemóvel, com elas coexistindo ainda que com o objectivo de se tornar predominante. Promete tornar-se um campeão das telecomunicações modernas mas, para tal, há que seduzir o utilizador, razão por que os operadores portugueses do segmento móvel estão ainda na fase de lançamento do serviço com prolongadas campanhas de gratuitidade total ou parcial.

Dez anos após ter nascido, o Short Message Service tem finalmente um candidato a substituto. Chegado a Portugal em Maio último, o MMS, que não deixa de ser a antecâmara para a terceira geração, teve na Vodafone a sua estreia nacional, logo seguida pela TMN e só mais tarde pela Optimus. E todos estão ainda a tentar aliciar clientes do que é apontado como um serviço cheio de potencial dentro das comunicações móveis, tanto para o utilizador como para operadores e demais intervenientes.

Por isso, entrar no mundo do MMS em Portugal é, neste momento, uma opção de baixo custo, se excluirmos o equipamento pois nem todos os aparelhos estão aptos a assegurar este serviço. É no entanto de referir que a Nokia tem um serviço que garante o envio de um aviso aos receptores que apenas suportam SMS, indicando-lhes que têm um conteúdo de MMS alojado na internet e acessível a partir de qualquer computador. Algo semelhante foi, entretanto, lançado por algums dos operadores nacionais.

Mas, relativamente a esses, as diferenças são ainda escassas e o que sobressai é a variação da gratuitidade do serviço. Assim, terminada a 31 de Outubro a oferta total, a TMN passou a cobrar 0,45 euros por mensagem enviada para um destinatário, mas mantém até 31 de Dezembro os envios grátis até um máximo de 20 MMS dentro da própria rede.

A Vodafone também deixou no fim de Outubro de oferecer os envios mas reviu para baixo o tarifário e cada mensagem custa agora 0,39 euros. Além disso, são disponibilizadas novas funcionalidades neste serviço. Uma delas é a possibilidade de envio das MMS para mais do que um destinatário ao mesmo tempo, até um máximo de 10, podendo ser tanto telemóveis como contas de correio electrónico. A outra novidade é o envio para equipamentos que não suportam o multimédia e/ou cor, situações em que o telemóvel de destino recebe uma notificação via SMS com um código e avisando que a MMS respectiva pode ser consultada através do site da Vodafone. Ou seja, uma reformulação de idêntico serviço da Nokia acima referido.

Paralelamente, este operador lançou o Vodafone Live!, um produto que contempla, além do envio e recepção de MMS com imagens, texto, cor e som, a hipótese de arquivar imagens fora do telemóvel num Álbum Multimédia. Trata-se, contudo, de um álbum destinado apenas a imagens SMS.

A Optimus, entretanto, continua a oferecer totalmente o serviço de MMS até 31 de Dezembro, tal como anunciara. E também este operador tenta alargar a todos os utilizadores o serviço de MMS, mesmo àqueles cujos terminais não contemplam tais performances, podendo eles estar conectados através de qualquer rede móvel nacional ou do estrangeiro. À semelhança do que permitem a Nokia e a Vodafone, os destinatários de mensagens MMS mas cujos telemóveis não suportam essa tecnologia receberão uma mensagem escrita com o texto “Recebeu uma mensagem do nº……. Para visualizar a mensagem, dirija-se a www.optimus.pt e utilize a senha de acesso XXXXX num prazo de 15 dias”.

Mas a Optimus lançou ainda outra novidade: o envio de mensagens com imagem por quem também não tem equipamento MMS (cliente ou não), através do seu site na Internet. Na opção “Messaging” desse site, pode ser composta a mensagem através da Biblioteca MMS e enviada para o número pretendido.

De resto, no que toca ao MMS, são muitas as características comuns aos três operadores nacionais. Todas impõem o limite de 30 Kb (as SMS estão limitadas a 160 caracteres) no total de cada mensagem, isto é, na soma do texto, imagens e som, sendo necessário assegurar a adesão ao serviço através de um telefonema para o operador ou via respectivo site na Internet.

Apesar do factor custo ter já algum poder de influência no acto de escolha e mesmo com o serviço a tornar-se pouco a pouco diferenciado, a decisão sobre o operador a contratar também poderá passar em grande medida pelos equipamentos disponíveis. Mesmo assim, o leque de opções não é ainda muito alargado já que, por enquanto, apenas existem no mercado nacional dois telemóveis que suportam MMS: o pioneiro mundial SonyEricsson T68i (o tal da câmara fotográfica acoplável) e o recente rival lançado pela Nokia, o 7650 que tem a câmara incorporada, cada qual com diferentes configurações consoante o operador.

Ambos estão disponíveis na Vodafone, cujo “menino bonito” é o Nokia no pack Vitamina P por 594,90 euros (com 45 euros de chamadas incluidos). Também o SonyEricsson pode ser adquirido no pack Vitamina P, sendo este ao preço de 479,90 euros (igualmente com 45 euros de chamadas), ou então no Pack Total 90 (60+30) com permanência de 24 meses na rede da Vodafone e custa aqui 299,90 euros (incluindo 25 euros de chamadas). Além disso, aos actuais clientes é facultada a manutenção do número de telefone e a Vodafone disponibiliza-lhes ainda, em exclusivo, a câmara fotográfica SonyEricsson Communicam MCA-20 por 199 euros.

Na TMN, o Nokia 7650 está disponível em diferentes opções nos pacotes Mimo Image, Up-grade, Hi-pack e Corporate. Tarifários à parte, o preço do aparelho é, respectivamente, de 594,90 euros (inclui 45 euros em chamadas e o único tarifário aplicável é o Mimo), 594,90 euros (55 euros em chamadas e acessível em todos os tarifários), 469,90 euros (25 euros em chamadas e grande variedade de tarifários) e 399,90 euros.

Por seu lado, o SonyEricsson T68i tem também múltiplas escolhas no operador do Grupo PT, nomeadamente nos pacotes Mimo Multimédia, Up-grade, Hi-pack e Hi-pack com câmara Corporate, com preços de 479,90 euros (com 45 euros de chamadas e somente tarifário Mimo), 479,90 euros (55 euros em chamadas e todos os tarifários), 299,90 euros (25 euros em chamadas e vários tarifários) e 459,90 euros (25 euros em chamadas e vários tarifários).

A Optimus tem acessível o Nokia 7650 ao preço de 594,90 euros, sob o tarifário Boomerang. Desbloqueado para qualquer rede, este terminal custará cerca de 605 euros e o SonyEricsson 499,90 euros.

Entretanto, se a Optimus o fez mais recentemente, a Vodafone foi o primeiro operador português a disponibilizar este serviço em roaming. Tentou aproveitar ainda parte das viagens de Verão e fê-lo desde 18 de Setembro, dia em que entrou em vigor o acordo nesse sentido com os operadores contratados em Espanha, França, Alemanha, Suíça, Itália, Grécia, Reino Unido, Irlanda e Suécia.

Neste panorama, a escolha do operador não é ainda muito fácil por ausência de parâmetros bem definidos que permitam balizar a decisão. Ou seja, a ideia é mesmo entrar na aventura enquanto é grátis (ou quase) e chegar primeiro ao futuro.

É que, muito mais do que um Serviço, o MMS constitui uma nova forma de comunicação e, potencialmente, representa o futuro das comunicações pessoais, sejam para fins particulares sejam com objectivos profissionais. Não é à toa que o seu aparecimento antecedeu (mais do que o esperado…) a chegada do UMTS e, através da disponibilização de ecrãs a cores e mensagens maiores e mais complexas, está a funcionar como a grande ponte entre as comunicações móveis da 2ª e da 3ª gerações. Pode mesmo dizer-se que o MMS veio dar um importante contributo para diminuir o generation gap!