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Compreendo
Alcatel A5 LED

Alcatel A5 LED

sexta, 04 agosto, 2017 /
Alcatel A5 LED

Análise, características e especificações.

 

Costa da Caparica, Agosto de 2017 - Quando abrimos a caixa pela primeira vez, a primeira coisa que saltou à vista foi o ar de tijolo do telemóvel.

Não que o Alcatel A5 LED seja deselegante (não, também não é nenhuma beleza), mas a sensação de tijolo era quase tão incontornável como os LEDs coloridos das suas costas.

Os ares, afinal, eram culpa das luzinhas. O telemóvel trazia uma cobertura amovível que lhe conferia uma espessura de 10,2 mm.

Era também na cobertura que se incluíam os painéis LED, dispostos em 4x9 atrás de uma camada translúcida de plástico. Sempre que ouvimos música, vemos vídeos no Youtube ou recebemos chamadas, os LEDs reagem acendendo.

Todo o espectáculo é configurável através da app Lightshow.

As boas notícias para quem não se revê em espectáculos de cores (nós definitivamente não) são que o Alcatel A5 LED traz uma capa alternativa mais convencional e fina (7,7 mm), sem luzes.

Adiante.

 

Alcatel A5 LED

 

  • Fabricado pela TCL
  • Android 6.0 Marshmallow
  • Processador Mediatek MT-6753
  • 64-bit
  • Octa-core (1.3 GHz)
  •  2 GB de RAM
  • 16 GB de armaenamento
  • Ecrã de 5,2 polegadas (HD, 720 x 1280 píxeis)
  • Câmara de 13 MP + 8 MP frontais
  • 2800 mAh de bateria
  • Bluetooth 4.2
  • GPS
  • 4G/LTE

 

Alcatel A5 LED

 

Tínhamos 99% de bateria para gastar numa bateria com 2800 mAh. Demos início ao Passo #1.

 

Passo #1: como se comportam as apps?

 

O Facebook e o Chrome vinham pré-instalados; fomos buscar o Whatsapp, Netflix, Spotify, Photoshop, Pokémon Go e Asphalt 8.

Mais tarde descarregámos outros videojogos. O objectivo era dar trabalho ao Alcatel A5 LED, perceber como se comportaria num primeiro contacto.

Foram necessários dois minutos e trinta e sete segundos (00:02:37) para abrir 10 aplicações pela primeira vez.

Pode parecer demasiado tempo, mas é razoável em aplicações que incluem os pesadíssimos Netflix, Pokémon Go ou Asphalt 8. A expectariva seria que da próxima vez o desempenho seria melhor. Este processo custou-nos os primeiros 4% de bateria.

Repetimos o processo. O Alcatel A5 LED portou-se um bocadinho melhor, com as apps em memória RAM registando 00:01:57 (excepto o Asphalt 8; tudo o resto foi mais rápido).

Importa dizer que após esta segunda fase mantiveram-se os 94% de bateria. Durante a primeira, na abertura do Asphalt 8, fizemos um download intensivo via Wi-Fi cujo impacto foi significativo no consumo rápido de bateria.

Estava na altura de seguimos para o Passo #2.

 

Passo #2: como se comporta o Alcatel A5 LED?

 

Começámos pelo AnTuTu. O Alcatel A5 LED vem equipado com um processador octa-core de 1.5 GHz e com 2 GB de RAM que não caíram bem na maioria das críticas internacionais ao telefone.

Essas críticas, contudo, pareceram dar mais importância ao espectáculo de luzes do telemóvel do que ao seu desempenho real.

Além disso, tratando-se de um telemóvel de 200 euros, ter 1 GB adicional de RAM implicaria alguma, provavelmente ao nível do ecrã.

Com 36502 pontos no AnTuTu, o Alcatel A5 LED está longe de poder competir com os topos de gama da actualidade.

Discriminando a pontuação, obteve um total de 36502:

 

  • 3D: 4515 (Desempenho médio em jogos)
  • UX: 15220
  • CPU: 12283 (Gama média, satisfatório em uso diário)
  • RAM: 4484

 

A pontuação está longe de ser fantástica, o que não é de todo uma surpresa vindo de um telemóvel de gama média. No entanto fizemos testes adicionais para uma opinião mais conclusiva.

Ainda com 90% de autonomia, avançámos para uma avaliação com recurso ao Geekbench.

Apesar destes últimos testes serem mais longos, a perda de autonomia não fugiu do que assistimos durante a execução do AnTuTu (-5%). Fechámos o Geekbench com 85% de autonomia.

Os resultados de desempenho foram:

 

  • Single-Core: 582
  • Multi-core: 2385

 

Os resultados dizem-nos duas coisas: que o Alcatel A5 LED é consideravelmente fraco a trabalhar com um único núcleo, mas bom com vários núcleos a trabalhar. Ou não fosse um octa-core.

Recorremos depois ao 3D Mark para avaliar o desempenho gráfico do Alcatel A5 LED à prova.

Devido à intensidade dos testes (corremos dois: Sling Shot Extreme & Sling Shot, este segundo uma versão menos exigente do primeiro), o telemóvel perdeu ‘de rajada’ mais 2% da sua autonomia.

Quando se encontra a operar sob esforço, o sobreaquecimento é notável.

A perda de autonomia, como seria de esperar, também é acelerada nesta fase; fechámos os dois testes ao processamento gráfico com 79% de bateria restantes.

No teste #1, o Alcatel A5 LED recebeu 199 pontos, o que significa apenas que tem um desempenho razoável e de acordo com as expectativas da sua gama.

No teste #2, algo mais fluido e menos pesado que o #1, a pontuação foi de 287 pontos, que também se pode considerar normal no segmento.

As conclusões, ainda assim, confirmam um desempenho razoável. A pontuação geral atribuiu ao desempenho do Alcatel A5 LED uma pontuação de 3 estrelas (de 5 possíveis).

 

Alcatel A5 LED

 

Portanto: nada de anormal a apontar aqui. De facto, é até mais razoável do que muitas críticas dão a entender sobre o telefone.

Chegámos aos 71% de autonomia com a sensação de que podíamos exigir muito mais da bateria.

Por isso, o passo seguinte passava por testar o seu desempenho real em videoogos, com o auxílio do Geekbench. Desta forma seríamos capazes de perceber de forma mais realista o desempenho da Mali-T720 em condições normais.

Os resultados foram positivos. O facto do telemóvel empregar um ecrã HD (no lugar de um Full HD) pode ter contribuído para nivelar o desempenho do Alcatel A5 LED, resultando num desempenho mais fluido.

 

Passo #3: como se comporta o Alcatel A5 LED em videojogos?

 

Começámos pelo Asphalt 8, um título consideravelmente pesado e que nos obrigou a fazer um download inicial de aproximadamente 800 MBs antes de iniciarmos.

Ao fim de 10 minutos de péssima condução, concluímos que corria surpreendentemente bem no Alcatel A5 LED, ao contrário do que as nossas expectativas iniciais sugeriam.

Por via das dúvidas, optámos a seguir pelo Modern Combat 5. Um tipo de jogo diferente, mas igualmente exigente e com acção suficiente para obrigar o Alcatel A5 LED a trabalhar arduamente.

Notámos uma tendência para o sobreaquecimento, mas ainda assim a nívels que não considerámos extremos ou preocupantes (possivelmente porque o corpo de plástico do telemóvel conduz calor de forma diferente dos corpos à base de metal).

Achámos uma vez mais o seu desempenho surpreendentemente bom. O Game Bench parece ter concordado connoco (deu 5 estrelas à performance do Alcatel A5 LED).

 

Alcatel A5 LED

 

Este é um telemóvel mais apto para jogos exigentes do que se pensa (e comprova que 2 GB de RAM são o mínimo essencial para uma boa experiência).

Para terceiro jogo escolhemos o Carmaggedon, que também correu sem quaisquer problemas. De facto, o Game Bench deu-lhe 4,5 estrelas de nota.

Por esta altura, contudo, já só contávamos com 49% de bateria restantes.

Os jogos foram sem dúvida os maiores ceifeiros de autonomia que registámos, o que significa que quem quem jogar frequentemente vai ficar melhor servido se investir também numa bateria complementar.

Precisámos de quatro horas de uso intensivo para gastarmos 58% de bateria (estávamos nos 42% quando terminámos de jogar o Carmaggedon e fomos consultar os dados recolhidos pelo Game Bench).

Em parte, o bom desempenho do Alcatel A5 LED está relacionado com as opções sóbrias e realistas do telemóvel, como o seu ecrã HD (em vez de Full HD).

Menos esforço de um lado, mais foco do outro.

 

Passo #4: como se comporta o Alcatel A5 LED no dia a dia?

 

Passámos aos testes do PC Mark, que incluem edição de vídeo, imagem e documentos. Os resultados foram uns bem razoáveis 2882 pontos.

No entanto somos obrigados a concordar que o Alcatel A5 LED é um telemóvel com um desempenho superior ao esperado em termos de navegação na Web (rápido e fluido) e edição de imagem (corre o PhotoShop Express sem se arrastar).

Portanto, em termos de desempenho, e apesar das críticas às suas especificações técnicas, o telemóvel da Alcatel revelou-se mais do que competente; revelou-se muitas vezes à altura de situações que críamos serem mais exigentes.

Não é excelente, mas cumpre o que promete.

É certamente um sinal dos tempos actuais: um telemóvel de gama média traz especificações que, há pouco tempo atrás, eram exclusivas dos topos-de-gama. Mas, se em termos de desempenho é uma coisa, em termos de autonomia tudo isto tem um preço.

O nosso passo seguinte implicou vários testes intensivos à bateria deste telemóvel, que por esta altura já só contava com 33% de autonomia restante.

Para avançarmos para o passo #5 tínhamos de ter a bateria novamente carregada.

 

Alcatel A5 LED

 

Passo #5: como é a autonomia do Alcatel A5 LED?

 

Depois de aproximadamente duas horas a recarregar, passámos de 33% para 98% (em modo de avião).

Os primeiros 60 minutos permitiram carregar aproximadamente 40% adicionais, a um ritmo de aproximadamente 5% por cada 5 minutos.

À medida que verificávamos o progresso, ou fazíamos algum tipo de operação no telemóvel, esta média sofreu ligeiras variações. Um ritmo exageradamente lento para quem já se habituou a carregamentos ultra-rápidos.

No nosso primeiro teste o Alcatel A5 LED demonstrou que a sua bateria de 2800 mAh suporta 6h10 intensivas a desempenhar diferentes tipos de actividade, dos 100% aos 20% de autonomia.

Os testes incluíram edição de documentos, navegação web, edição de vídeo, redacção de documentos, edição de fotos e manipulação de dados.

Seis horas de uso intensivo, contudo, é surpreendentemente mediano (no mau sentido) nos dias que correm.

Esperávamos mais, especialmente tendo em conta que se trata de uma gama média com ecrã HD. Em vez de luzes bonitas, seriam preferíveis consumos mais eficientes.

Más notícias para quem passa o dia inteiro a jogar no telemóvel.

 

#6: Conclusões

 

A primeira impressão não abonou a favor do Alcatel A5 LED, já que o espectáculo de luzes não faz o nosso estilo. Mas raramente as coisas correm de acordo com o que esperamos e neste caso não houve excepção.

Não simpatizamos com o Alcatel A5 LED pelo facto de ser “o smartphone que pisca”, mas por ser um telemóvel melhor do que muitas análises internacionais fazem parecer.

Isto não é necessariamente um elogio ao telemóvel, pois ainda há arestas por limar (mais autonomia, uma câmara melhor e um modo de ultra-poupança seriam bem-vindos). Por vezes também notámos que o telemóvel sobreaquecia em situações que não se pareciam justificar.

Mas é necessário reconhecer que também existem aspectos positivos. A presença de dois tipos de interface diferentes é um deles - o ‘Simple Mode’ assemelha-se, ainda que seja mais feio, aos Live Tiles que caracrerizavam o Windows Phone. A ideia é tornar a UI mais amigável e, possivelmente, menos pesada para a bateria.

 

Alcatel A5 LED

 

O desempenho em jogos é francamente bom, apenas contrabalançado pelo vampirismo que isto representa para a bateria.

Achamos, no entanto, que é provável registar-se uma queda no desempenho à medida que o tempo de uso do Alcatel A5 LED amadurece. Durante a nossa experiência, contudo, não registámos quaisquer problemas.

A câmara podia, de facto, ser muito melhor. Mas para um telemóvel com estas características poder custar 200 euros, são necessárias algumas cedências. No caso das câmaras fotográficas para smartphones, as melhores estão todas em modelos muito mais caros do que este.

 

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