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Compreendo
Fabricantes esperam aumento das vendas

Fabricantes esperam aumento das vendas

segunda-feira, 27 dezembro, 2004 /
Inquérito a nível nacional revela optimismo no sector. As principais marcas de telemóveis em Portugal esperam um ano de 2005 favorável, com acréscimo de vendas, segundo um inquérito da Lusa aos seis principais fabricantes de terminais, dos quais responderam a Alcatel, Motorola, Samsung, Siemens e SonyEricsson (a líder do mercado, Nokia, não respondeu).

Rui Antunes, director internacional da Motorola, afirmou à agência Lusa que 2004 foi «um ano histórico» para a empresa em Portugal e deverá fechar com mais do dobro do volume de negócios e mais do quádruplo dos maiores lucros de sempre no país. Aquele responsável acrescentou que a Motorola fez no ano em curso um esforço de focalização nos clientes, no reforço da imagem da marca e na reformulação total da gama de produtos, tendo como prioridade do negócio o nível as margens de lucro.

Rui Antunes afirmou que a Motorola deverá voltar a posicionar- se neste ano entre as três principais marcas de telemóveis em Portugal. A Motorola estima que a sua quota no mercado de telemóveis de terceira geração fique próxima dos 90% em 2004, sublinhando que é o único fabricante que disponibiliza equipamentos 3G a preços de gama média e que tem no mercado nacional quatro equipamentos UMTS, de acordo com aquele responsável da empresa.

Para 2005, Rui Antunes apontou como objectivos da marca aumentar receitas e quota de mercado, preservando as margens de lucro, e liderar nos segmentos de gama alta e da terceira geração, admitindo que os equipamentos UMTS poderão vir a representar 20% das vendas do mercado português no próximo ano. A Motorola deverá continuar a apostar no fortalecimento da imagem da marca em Portugal e duplicará em 2005 o seu investimento em comunicação com os consumidores.

Por sua vez, José Brandão, director-geral da Sony Ericsson em Portugal, estimou que a empresa terá em 2004 um aumento de 60% nas unidades vendidas no mercado nacional, ficando com uma quota de mercado muito próxima dos 10%, e duplicará aproximadamente as suas receitas. O director-geral da empresa assinalou que a terceira geração tem um peso de 4% nas unidades vendidas pela Sony Ericsson em Portugal e de 12% nas receitas.

Para 2005, a Sony Ericsson pretende manter a tendência de crescimento de vendas e resultados e ultrapassar os 10% de quota no mercado nacional, segundo José Brandão. O responsável da marca em Portugal admite que as vendas de terminais UMTS representem 10% no mercado português no próximo ano e que tenham idêntico peso nas vendas da empresa em Portugal.

Outro dos participantes no estudo foi Francisco Lopes, director-geral de consumo da Siemens Communications em Portugal, que disse à agência Lusa que o mercado esteve estável neste ano e que a Siemens prevê manter a sua quota de mercado próxima dos 30% em 2004, o que significa mais de 800 mil telemóveis vendidos. Francisco Lopes adiantou que as vendas de telemóveis 3G começaram a ter algum significado em 2004 e que a Siemens prevê disponibilizar novos modelos em 2005.

O mesmo responsável observou que a rapidez de aceitação da terceira geração móvel no próximo ano dependerá da política mais ou menos agressiva dos operadores na venda de terminais e serviços, recordando que há já países europeus em que as vendas de terminais UMTS se aproximam de um quinto do total.

Jaime Ferreira, director da Samsung portuguesa, afirmou por seu lado que as vendas de telemóveis cresceram cerca de 25% em 2004, com cerca de 300 mil unidades vendidas, estimando para este ano uma quota de mercado de 9% em unidades vendidas e 13% em valor. Jaime Ferreira salientou que os terminais de terceira geração elevaram o nível de facturação e a rentabilidade em 2004 e deverão representar 6% das unidades vendidas e 11% do volume de negócios na parte final do ano.

Para 2005, a Samsung pretende o terceiro lugar no mercado português em número de unidades vendidas e o segundo lugar em volume de vendas, estimando que as vendas de terminais de terceira geração representarão 12% do valor das vendas totais de telemóveis da marca no próximo ano.

A Lusa falou igualmente com José Camões Vieira, director da Alcatel Portugal, que revelou que a perspectiva para 2004 é a manutenção da posição da marca no mercado e a consolidação da parceria com a TCL (maior fabricante chinês de telemóveis), com quem a Alcatel criou uma joint-venture que vai continuar a produzir telemóveis com a marca Alcatel. Camões Vieira assinalou que a quota da Alcatel no mercado móvel em 2004 deverá ficar nos 3,5% em Portugal, acima dos 2,8% previstos para a Europa Ocidental.

Para 2005, a Alcatel espera que a parceria com a TCL permita alargar a gama de terminais, continuando a apresentar telemóveis da gama de entrada com «excelente relação preço/qualidade», e aumentar a produção de terminais inovadores posicionados numa gama mais alta, indicou aquele director. A Alcatel pretende posicionar-se em 2005 entre as cinco principais marcas de terminais móveis, acrescentou.

José Camões Vieira indicou também que a estratégia da Alcatel para a terceira geração é só apresentar terminais UMTS quando o mercado estiver mais massificado, apontando para o lançamento dos seus primeiros terminais 3G em 2006, ano em que espera que as vendas de telefones móveis daquela tecnologia «disparem».
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