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Compreendo
Samsung SGH-D500

Samsung SGH-D500

quarta-feira, 09 fevereiro, 2005 /
Samsung SGH-D500 O SGH-D500 baliza o ingresso bem sucedido da Samsung num novo nível; trata-se de uma máquina que rompe a tradição da marca sul coreana em fazer óptimos terminais para as massas, dando o passo seguinte, ao criar algo capaz de satisfazer mesmo os utilizadores mais exigentes...


CARACTERÍSTICAS
Ecrã : TFT-LCD de 262.144 cores. Resolução de 176 x 220 pixéis para um tamanho de 3 por 3,9 cm.
Dimensões : 93,5 x 45,7 x 23,5 mm e 99 gramas de peso
Câmara : 1.3 megapixéis, até 1280 x 1024 pixéis de resolução. Com Flash e Zoom digital até 7X. Permite gravar clipes de vídeo até 60 min. (consoante a disponibilidade da memória).
Multimédia : Tons polifónicos a 64 tons (cerca de 40 incluídos), Media Player permite reproduzir MP3.
Java: MIDP 2.0. Inclui três jogos.
Messaging : SMS, EMS, MMS (incluindo mensagens de vídeo nos formatos H.263 / MPEG4, QCIF), E-Mail c/ anexos, WAP 2.0.
Conectividade : Bluetooth, infra-vermelhos e cabo de ligação USB.
Memória : 96 MB partilhados. Até 1000 entradas na agenda, 400 no calendário, 50 notas, 200 SMS etc.
Redes : Tribanda GSM (900/1800/1900Mhz). C/. GPRS classe 10 (2 canais de upload e 4 de download).
Acessório particular: Sound Mate (altifalante externo).
Baterias : Iões de lítio 800 mAh e 1000 mAh. (até 6,5 ou 9,5 horas em conversação e 300 ou 400 horas em espera, respectivamente).

O melhor: Memória de 96MB, câmara de 1.3 megapixéis, boa conectividade, ecrã capaz de 262.144 cores.
O pior: Não suporta cartões amovíveis de memória. Ausência de "voice dial". O sistema operativo, apesar de tudo, não é Symbian.
Conclusão: Grande passo em frente da Samsung, mormente com a entrada tardia mas bem conseguida no bluetooth.

O SGH-D500 baliza o ingresso bem sucedido da Samsung num novo nível; trata-se de uma máquina que rompe a tradição da marca sul coreana em fazer óptimos terminais para as massas, dando o passo seguinte, ao criar algo capaz de satisfazer mesmo os utilizadores mais exigentes. Dotado de bluetooth e de pleno suporte irDA (novidades na marca), de uma câmara capaz de uma resolução de 1280 x 1024 pixéis, de um visor capaz de 262 mil cores, com um design slide-up melhorado face ao D-800, 96 MB de memória dinâmica e capaz de leitura de MP3, o terminal ombreia e compete ao mesmo nível, entre outros, do Nokia 6630 (pese embora o UMTS deste) e do SonyEricssson K700i.

Ergonomia e Design

A cor negra, sóbria, domina no D500, constituindo uma inovação num fabricante cujos modelos têm propensão nativa para o cinzento, sem oferta da possibilidade de personalização das «capas».

Tal como com o SGH-D800 (ver o review respectivo nesta secção do Telemóveis.com), o mecanismo de abertura deslizante é especialmente eficiente seja porque, tal como o primeiro, ser auxiliado por uma saliência colocada sobre o jogdial, seja por, nesta versão, vir melhorada com a aparente adição de uma mola que torna o processo ainda mais ágil.

Mesmo sem chegar a abrir o telefone, está contemplada a possibilidade de utilizador poder operá-lo com facilidade, só devendo ter disso necessidade quando tenha de recorrer às teclas numéricas para digitar informação ou para usar a câmara, de outro modo oculta.

De facto, tanto é possível atender uma chamada «a tocar» abrindo o telefone como, opcionalmente, esta função pode ser desactivada e substituída pela pressão de uma tecla.

Um jogdial firme, com quatro direcções mais uma em profundidade, inteiramente configurável, serve tanto para a navegação nos menus como para atalho a dadas funções, definidas pelo utilizador. Dispostas em meia-lua, ao seu redor, encontramos cinco teclas: duas para selecção nos menus; duas para ligar e desligar respectivamente, e uma com a função «C» (anular).

Lateralmente existe ainda, à esquerda, um botão para controlo do volume, com a porta irDa presente mais abaixo.

À direita, de lado, existe um botão para acesso à câmara digital e uma ranhura mini USB que serve para ligar o acessório Sound Mate, um pequeno microfone que permite aumentar o volume e a qualidade do som em modo mãos livres ou durante a reprodução de MP3.

No extremo inferior do modelo uma tampa de protecção plástica protege a entrada do carregador. Infelizmente não está fixa ao corpo do telefone, arriscando-se a ser perdida com facilidade.

Num dos topos superiores, finalmente, existe um encaixe próprio para colocar a fita de pulso.

Redes e Conectividade, Software e Memória

Com o terminal vem, em CD, um pacote de software que inclui utilidades para sincronização da agenda e contactos (sendo possível compor mensagens no PC para enviar pelo telefone), mormente com o Outlook (novidade na marca), bem como para gestão de ficheiros e configuração do modem do telefone para uso no computador para acesso à Internet. Finalmente, está disponível uma ferramenta de edição de imagem.

A sincronização de dados pode ser por qualquer uma das formas suportadas: porta de infravermelhos, cabo USB ou bluetooth. Sobre este último temos a dizer que a marca entrou tarde mas bem; de facto, pela primeira vez, automaticamente, ao aceder por bluetooth ao telefone com o navegador do Internet Explorer, podemos «navegar» nas suas diversas pastas directamente.

O interface para colocação ou recuperação de ficheiros para e a partir do telefone é simples e eficaz, podendo nós experimentar velocidades médias de transferência, por bluetooth, na casa dos 34-36Kbps.

Quanto à interface do software no próprio telefone, este traduz-se num grande menu principal onde as opções estão dispostas em grelha. Os ícones são esteticamente apelativos, sendo os submenus navegáveis através de uma lista vertical de opções.

Uma inibição por nós anteriormente criticada foi finalmente resolvida nos telefones Samsung com porta de infra-vermelhos: a troca de informação com outros dispositivos deixou de estar limitada aos «vcards» passando a estender-se directamente, mediante selecção, e para todos os formatos que o sistema operativo do telefone tem definido como suportados (mormente imagens).

Em termos de funcionalidades é apenas de lamentar a ausência da função de marcação por voz. Em compensação o sistema de «memos de voz» oferece capacidades acrescidas, limitando a duração apenas em função da memória.

Fotografia & Vídeo

A câmara do D500 usa uma forma de sensor CMOS que, pese embora não estando potencialmente à altura de um CCD (estes com a desvantagem do volume), exibe a qualidade que seria expectável.

A resolução máxima suportada é de 1240x102, num total de seis dimensões à escolha do fotógrafo:
SXGA (1240x1024)
Mega (1152x864)
VGA (640x480)
QVGA (320X240)
QCIF (176x144)
Sub-QCIF (128x96)

Para a gravação de vídeo, as opções de tamanho são:
QQVGA 16 0x 1 20
QCIF 176x144
Sub-QCIF 128x96

De resto é de notar que o telefone suporta três modos de «sensibilidade»: ISOS 100, 200 e 400, mais uma opção «auto», que deixa o telefone escolher sozinho e funciona bem na generalidade dos casos. Em acréscimo, aquando da captura, é possível agir sobre o parâmetro «brilho», seja aumentando-o seja diminuindo-o.

A opção de activação ou não do «Foco em ponto» é útil. Com ele a qualidade das fotos melhora, especialmente quando o grau de iluminação da cena é irregular (nalgumas das fotos que tirámos para ilustrar este artigo não o usámos e a penalização do resultado foi evidente).

Um pequeno diodo tipo flash está incluído. É sobretudo útil para fotos a curta distância, podendo o utilizador escolher em que modo o quer: «Desactivo, Disparo apenas, Auto, Permanente».

Leg.: Duas fotos em tamanhos Sub-QCIF e QCIF (acima). Em baixo três fotos em modos VGA, Mega e SXGA (clique nas miniaturas para ver no tamanho real).

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Abstraindo a vasta e rica selecção de molduras e os efeitos costumeiros, é de destacar a riqueza de funcionalidades albergadas para o «Modo de disparo». Estas permitem que, concomitantemente ao «disparo único», o utilizador possa optar por executar disparos múltiplos (6,9 e 15, seja em modo normal ou alto), como o efeito de assim se poder obter algo de semelhante a um «panorama» de 360 graus.

Outro modo de disparo é o Mosaico (seja de duas por duas, seja de três por três fotos). Neste o telefone cola, lado a lado, o número de fotos escolhidas pelo utilizador, como «miniaturas» de tamanho reduzido, sendo a dimensão final igual à escolhida que se obteria na foto em disparo único.

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Finalmente, está presente o modo de disparo nocturno; marcando ainda presença o disparador retardado (3, 5 ou 10 segundos), sempre útil para quem não disponha de pulso firme.

Com tantas opções o utilizador só lamenta não encontrar, como nas câmaras digitais, uma opção que permitisse gravar no cabeçalho de cada imagem o EXIF que detalhasse a configuração usada. Certamente, comprando resultados em casa, parâmetro a parâmetro de aquisição, tal opção facilitaria muito a aprendizagem do fotografo no manuseio da câmara do D500.


Ao fotografar, as 262.144 mil cores produzem um efeito naturalmente realista, sendo somente de lamentar a impossibilidade de por definição ver o enquadramento da totalidade da foto; apenas a sua parte central.

Quanto ao vídeo, com som, o formato é o .3gp, estando disponíveis três níveis de qualidade. A extensão da memória facilita muito a vida.

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Leg: O mesmo motivo das fotos anterior com o parâmetro de brilho ajustado para o máximo (cima) e para o mínimo (em baixo).

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Mais fotos estão disponíveis nas últimas páginas deste artigo.

Messaging, Multimédia & Mobile Fun

No plano do multimédia é de destacar a inclusão do acessório Sound Mate, um pequeno altifalante que encaixa lateralmente no telefone e, uma vez ligado, amplifica o som, auxiliando sobretudo a reprodução dos graves.

Útil para quem queira ler MP3 no leitor do telefone embora, para esse fim, os auriculares incluídos já sejam estéreo. Sobre a reprodução de MP3 é uma pena que, ao contrário do que sucede nos modelos SonyEricsson, por ex., estes não poderem ficar a tocar em fundo quando o utilizador usa o telefone para outros fins.

Ainda no plano sonoro, a acção de gravar ou ditar «memos de voz» encontra no D500 um pleno usufruto; afinal, consoante a memória disponível e não usada para outros fins, é possível gravar até uma hora contínua de som.

No que ao MMS toca, outra novidade em modelos Samsung introduzida no D500 é a possibilidade de introduzir clipes de vídeo nas MMS (até 300 KB, com as limitações do operador).

Já no cliente de e-mail, é de louvar a possibilidade de enviar anexos (útil para as imagens, menos útil, sobretudo na recepção, para o que demais é comum encontrar em anexos de e-mail, mormente documentos do MSOffice, para o que, em qualquer caso, não estaria um «viewer» disponível. Quem procure este tipo de funcionalidade ficará melhor servido por um smartphone.

Para além dos toques polifónicos a 64 tons, de que dispõe de origem basta oferta, podendo posteriormente obter mais, o utilizador do D500 tem, a nível gráfico, a chance de escolher entre quatro skins para os menus.

Como seria de esperar o terminal suporta Java MIDP2, incluindo quatro jogos de origem. Um teste de performance à máquina virtual Java coloca o terminal ligeiramente abaixo do Nokia 6630 e ao mesmo nível do SE K700i.

Conclusão

O SGH-D500 é um modelo marcante para a Samsung, e um dos mais bem interessantes da actualidade (chegou ao mercado em Dezembro de 2004). Com ele a marca logrou atingir um novo patamar de exigência; passando do simples mas eficiente para o simples e completo; coisa com tanto mais valor quanto para muitos o «completo» é bastas vezes sinónimo de «complexo» e complicado de usar.

Há muito que esperar desta nova aproximação da Samsung ao mercado; numa empresa que se caracteriza pela «assertividade» da sua estratégia e que ao invés de optar pelo suporte de cartões de memória optou directamente por introduzir 96MB no terminal.

Finalmente com boa «conectividade» irDA e bluetooth, com eficiente software de comunicação com o PC, o D500 é um telefone completo que vale o dinheiro que custa.

Mais fotos (clique sobre as imagens para as ver no seu tamanho original...)

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Leg: Efeito tipo panorama 360 graus obtido com um multishot de 15 fotos (infra).














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