NOTA! Este site utiliza cookies e tecnologias similares.

Se não alterar as configurações do seu navegador, está a concordar com a sua utilização.

Compreendo
Zonas brancas em Espanha

Zonas brancas em Espanha

segunda-feira, 22 julho, 2002 /
Os três operadores espanhóis de telecomunicações móveis já avisaram que, caso não sejam instaladas mais antenas, vão registar-se "apagões" Se for de férias para o Sul de Espanha e não conseguir captar sinal de rede, poderá não ser porque se esqueceu de accionar o roaming (caso não seja automático). É que os operadores móveis de nuestros hermanos começam a sofrer do mal generalizado das zonas que são autenticamente inundadas de turistas nas épocas balneares: consumo, até à exaustão, de todos os recursos disponíveis. E a captação de rede de telemóveis não podia deixar de fugir à regra.

A solução é reforçar a cobertura de rede com mais antenas, mas é aqui que os problemas dos operadores começam. Devido à forte campanha que se tem feito em Espanha, a propósito dos hipotéticos malefícios provocados pelos níveis de radiação resultantes das telecomunicações móveis, os Ayuntamientos (edilidades locais) não têm facilitado a vida à instalação de antenas para reforço da rede. Aliás, muito pelo contrário, já que, neste momento, existem dois mil pedidos pendentes para a instalação de novas antenas na orla costeira espanhola e espera-se que dentro de um ano sejam cinco mil, isto é, cerca de 15% de toda a estrutura nacional.

Tanto a Telefonica como a Vodafone e a Amena - neste capítulo ouvem-se a uma só voz! - falam já de cortes de rede em localidades como Benidorm, Córdoba e Marbella. Mas nem assim os autarcas parecem querer recuar nos seus princípios. Aliás, está em perspectiva em várias povoações espanholas a aprovação de legislação municipal que vai limitar ao máximo a instalação de novas antenas e regular com mão-de-ferro as que já existem. Os operadores castelhanos estão indignados, sobretudo numa fase em que as antenas terão que, forçosamente, crescer em número dado que o UMTS está em fase de franca implementação.

Um mercado de 30 milhões de clientes já não é fácil de assegurar, sobretudo se tiver uma carteira de clientes flutuante de cerca de um terço dos habituais utilizadores, ou seja, no Verão, em vez de 30 são 40 milhões os clientes das redes móveis espanholas. Haja antenas!
3,678