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Compreendo

Nokia 7600: Depois da concha vem a folha

segunda-feira, 20 setembro, 2004 /
Nokia 7600: Depois da concha vem a folha O fabricante finlandês continua a apostar no design inovador, mas neste caso apostou tanto que se esqueceu de alguns pormenores O fabricante finlandês continua a apostar no design inovador, mas neste caso apostou tanto que se esqueceu de alguns pormenores.

A Nokia voltou a «atacar» o mercado com mais uma proposta que certamente dividiu a opinião pública entre o «odeio» e o «adoro». Estamos a falar naturalmente da recente iguaria de design disponibilizada pelo fabricante finlandês, e que recebeu a denominação de 7600.

A primeira impressão é sem dúvida de estranheza e de alguma curiosidade do género «mas que raio, como é que eu vou falar nisto?». A Nokia escolheu um formato em folha com um peso de 123 gramas e com 8,7 x 7,8 x 1,9 cm de dimensões, com o ecrã de 16-bit TFT (128 x 160 pixéis) a ficar situado mesmo no meio do terminal. A rodear estão as duas fileiras de teclas, sendo que a zona por baixo do ecrã ficou reservada para o joystick.

Em relação às teclas, convém referir que a tecla seis é a que tem menos área, o que para algumas pessoas com dedos grossos poderá tornar-se em num pesadelo. No que diz respeito ao jostick, a resposta é boa excepto quando pressionamos para cima, o que pode originar entradas não desejadas nas pastas ou abrir uma aplicação.

Ainda sobre a disposição pouco ortodoxa do teclado: a maneira mais fácil que encontrámos para inserir texto foi segurando no terminal com os polegares por baixo e usando apenas os indicadores para carregar nas teclas. Fica a sugestão.

Uma das funcionalidades anunciadas do 7600 era a sua capacidade de operar nas redes de terceira geração, mas não tivemos oportunidade de testarmos a sua qualidade, mas uma coisa é certa: este terminal não permite a função de videochamada, permitindo apenas o acessos aos conteúdos mais rapidamente.

Tivemos pois que optar pela navegação GPRS, que se revelou bastante eficiente e agradável no ecrã TFT de 65 mil cores.

Mas a ausência de videochamada não quer dizer ausência de câmara fotográfica integrada VGA com 0.3 megapixéis de resolução, e que possibilita a gravação de pequenos clipes de video. Embora a qualidade de gravação não seja a melhor, serve na perfeição para guardar aqueles momentos que, com boa ou má imagem, não se podem perder.

Uma nota para as fotos. Embora a qualidade seja já muito aceitável, e permitindo uma resolução de 640 x 480 pixéis, são necessárias mãos de cirurgião para que a imagem não fique desfocada, especialemente se as fotos forem feitas em espaços fechados. Em condições de menor iluminação o terminal dispõe de um modo nocturno. No entanto, este modo revelou-se demasiado pesado, no sentido em que a imagem demora uma eternidade a focar quando movemos o terminal de um lado para o outro.

O 7600 está igualmente equipado com várias formas de conectividade, desde Bluetooth até infravermelhos, passando obviamente pelo cabo USB. Em todos eles a facilidade de uso foi uma constante, e a sincronização fácil e rápida de executar.

Outra das funcionalidades que nos deixou satisfeitos foi a possibilidade de gravar MP3 ou AAC. e usá-los como toque. Mas esta descoberta levou a outra menos agradável. Tratando-se de um terminal multimédia, os 30 MB de memória interna parecem-nos francamente escassos, uma vez que o telefone não permite a utilização de qualquer tipo de cartão de memória.

Em termos de autonomia, o fabricante anuncia até 12 dias em espera, quatro horas em conversação utilizando a rede GSM, e três horas na rede 3G/UMTS. Com efeito, o telefone tem uma excelente autonomia, mas apenas conseguimos mantê-lo afastado do carregador por um período máximo de dois ou três dias, dado o elevado grau de utilização a que o terminal foi submetido.

Outro dos factores que tornam atractivo este terminal é a excelente recepção de som, especialmente quando se usa o auricular. A experiência assemelha-se bastante à do N-Gage, que quando se fala parece que estamos na mesma sala com a pessoa com quem estamos a comunicar.

Em conclusão, estamos na presença de um terminal arrojado, e que a Nokia deverá contar à partida que não será um objecto de massas. Em termos de desempenho, parece-nos um terminal bastante equilibrado, fácil de usar e que respondeu à altura das nossas exigências em termos de 2.5 G.

No entanto, dado o facto de não permitir a vídeochamada, será um handicap em termos de funcionamento em redes 3G/UMTS, sob pena de se tornar um «terminal de segunda», ou então de fanáticos do anonimato...

Apesar deste sinal menos, há que saber reconhecer que estamos perante um dispositivo que dentro de alguns anos será porventura uma peça de museu, na secção de felizes devaneios.


 

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