Skip to main content

Nova antena para telemóveis reduz riscos de cancro

Um grupo de engenheiros australianos concebeu uma nova antena para telemóveis que reduz a metade a radiação electromagnética absorvida pelo utilizador.

«Melburne, Austrália, 12 Jul (Lusa) – Um grupo de engenheiros australianos concebeu uma nova antena para telemóveis que reduz a metade a radiação electromagnética absorvida pelo utilizador e que pode causar tumores cancerígenos, segundo alguns estudos médicos. Investigadores europeus e norte-americanos consideram que existe uma relação entre os tumores cerebrais e o uso dos telemóveis, mas as provas não são consideradas conclusivas. O chefe da equipa de engenheiros, David Thiel, director da Escola de Engenharia Micro-electrónica da Universidade de Griffithm em Brisbane, Austrália, comentou que o efeito mais nocivo dessa radiação electromagnética consiste na alteração que origina no ADN e que leva ao desenvolvimento de células cancerígenas no cérebro. “Setenta por cento da radiação electromagnética emitida pelos telemóveis é absorvida pelo cérebro”, afirma Thiel, adiantando que esse foi o ponto de partida para o projecto da nova antena. O dispositivo desvia da cabeça cerca de 50 por cento da radiação electromagnética e, deste modo, reduz as hipóteses dos utilizadores de telemóveis desenvolverem tumores cerebrais, segundo os seus criadores. Outros potenciais benefícios da nova antena, de 7,5 por 2,5 centímetros, são uma maior cobertura do sinal e um aumento da duração das baterias. A equipa da Universidade de Griffith solicitou o registo da patente da nova antena nos Estados Unidos da América, e pensa entregá-la exclusivamente a uma multinacional de telecomunicações. Thiel garantiu que, “a partir de agora, os utilizadores de telemóveis podem ficar tranquilos, já que a radiação que antes era destinada a “cozinhar” a cabeça, pode agora ser utilizada para melhorar a qualidade do sinal”.»