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O dia em que a MIR vem abaixo

É esta semana que o céu nos vai cair em cima

A “velha”, por padrões da tecnologia aeroespacial, estação espacial MIR vai ser finalmente desorbitada esta semana. Prevê-se que na madrugada quinta-feira, dia 22, o “mergulho” se dê algures no Pacífico Sul, entre a Nova Zelândia e o Chile e que pedaços da estação tão pesados quanto 700 Kgs sobrevivam à reentrada.

A precipitação da MIR na atmosfera vai ser algo de espectacular e o evento espacial de maior visibilidade desde que um meteorito se despenhou na Sibéria, em Tunguska, em 1908 e até que a ISS – Estação Espacial Internacional, actualmente ainda em construção, venha a sofrer idêntico destino algures em 2020 ou 2030.

Padrão previsto do percurso de reentrada da MIR Com 100 toneladas de peso, a maior parte da MIR entrará em combustão e desintegrar-se-á. Porém, os peritos estimam que até mil pedaços e quarenta toneladas de material sobrevivam, alguns deles capazes de infligir sério dano caso atinjam áreas habitadas à superfície, donde a opção pela área remota do Pacífico Sul.

Os peritos estimam, no entanto, que as hipóteses de sofrer danos por pedaços da MIR não ultrapassem uma em dois biliões.

A fragmentação dos painéis solares e a rotura dos módulos pressurizados devem causar explosões extremamente luminosas, havendo já expedições preparadas para se deslocarem à zona do Pacífico Sul expressamente para observar o fenómeno.

Mais detalhes: http://www.mirreentry.com