O que seria um Apple iPhone barato?

E quanto custaria? Se a probabilidade de a Apple penetrar o segmento low cost com um iPhone é extremamente reduzida, não seria despropositado considerar um iPhone de média gama.

É quase inevitável ignorar os milhares de rumores que têm surgido nos últimos dois anos a respeito da Apple lançar um Apple iPhone mais barato. Especialmente no ano após o lançamento do iPhone 4S, quando os rumores sobre o iPhone 5 começaram a circular pela internet, o aparente desejo por um iPhone que não fosse topo-de-gama parece ter tomado posse de uma imensidão de analistas, repórteres de tecnologias e – porque não? – consumidores.

Mas o que seria um Apple iPhone barato? Não é ridículo considerarmos que o termo ‘barato’ pode ser relativo, especialmente para uma empresa que só produz dispositivos premium. Seria mais válido, se tanto, considerarmos antes as probabilidades de um lançamento ‘mais barato’, o que não significa propriamente um smartphone com preços equivalentes aos outros dispositivos de baixas-gamas. A própria Apple já veio negar qualquer intenção de lançar um iPhone barato, já que de acordo com a sua filosofia isso significaria produzir um produto que não fosse de qualidade. Mas seria possível a empresa liderada por Tim Cook conseguir não desiludir os seus utilizadores com um iPhone menos caro que o standard actual? Na nossa opinião isso é bem mais provável, especialmente em mercados onde os consumidores não tenham tanta facilidade em pagar por um produto premium. Faz, portanto, sentido.

O que seria um Apple iPhone barato?

Importa sublinhar que numa situação destas, o – por enquanto – mítico iPhone ‘low cost’ deveria provavelmente estar disponível a preços superiores a 350 euros, possivelmente até bem próximo de valores como 500 euros. E porque é que a Apple reúne condições para arriscar tal estratégia? Essencialmente porque não iria estar a fazer nada de novo – recordamos, por exemplo, o sucesso que o Apple iPad mini teve no mercado. Chegou, inclusive, a canibalizar as vendas do seu irmão premium, o iPad 4. Aplicando a mesma lógica ao segmento dos smartphones os resultados provavelmente não correriam o risco de ser desproporcionais.

Só que existem riscos a assumir: as margens de lucro da Apple, a curto prazo, seriam relativamente menores do que o habitual. A médio e longo prazo, por outro lado, poderiam revelar-se extremamente eficazes, além de que contribuiriam para que a Apple obtivesse uma posição dominante no mercado actual. Importa também olharmos para a procura que dispositivos desta categoria têm – não é, de facto, tão elevada como as camadas inferiores. Mas se olharmos para o sucesso que os tablets de 7 polegadas têm vindo a gozar desde que foi lançado o iPad mini, não é despropositado supormos que repercussões semelhantes pudessem ocorrer neste segmento dos smartphones.

A grande questão que nos fica é: quanto achariam vocês, leitores, justo pagar por um iPhone de ‘média gama’? Comparativamente aos preços actuais, se de facto um iPhone estivesse disponível a preços entre os 350 e os 450 (fiquemo-nos por enquanto por estas parcelas), ser-vos-ia mais aliciante? Deixem-nos o vosso feedback!