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Oni e AR Telecom querem decisão

Anacom pressionada a decidir sobre as redes.

Dos operadores alternativos à PT, a Oni, do grupo EDP, e a recém-criada AR Telecom, de João Pereira Coutinho, insistiram na necessidade de separar as redes para garantir uma efectiva concorrência no mercado, enquanto o operador histórico voltou a defender que essa separação não faz sentido.

Apesar de elogiarem as medidas tomadas pelo regulador para o mercado das telecomunicações fixas neste ano, a Oni e a AR Telecom continuam a pedir mais e melhor regulação, nomeadamente no que diz respeito à separação das redes cobre e cabo, mas também na distribuição de conteúdos e acesso a condutas.

«Não há excesso de regulação. As medidas que a Anacom tem tomado parecem estar no bom caminho, por isso não deve desacelerar o ritmo», afirmou João Carriço, da AR Telecom, no 15º Congresso das Comunicações, promovido pela APDC. A ideia foi igualmente defendida por Luís Garcia Pereira, administrador da Oni, que considerou que «quando há uma regulação efectiva, aparece a inovação que conduz a uma maior concorrência».

António Robalo de Almeida, director de regulação da PT, considerou, ao contrário, que há um excesso de regulação no mercado, que «mata a inovação». Na sua opinião, «Portugal está no topo em termos de regulação, intervindo no mercado grossista (ofertas da PT aos concorrentes) e no mercado retalhista (do consumidor final)», prejudicando a flexibilidade comercial do operador.

Aquele director da PT voltou a defender que a separação das redes fixa e de cabo não tem fundamento e, a acontecer, representaria uma «machadada na confiança dos investidores em Portugal».