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Oniway…até ver

A EDP, obrigada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, anunciou que não recebeu qualquer proposta para o seu encerramento.

Não há jornal nenhum que não faça referência às manobras de bastidores que concorrem para fechar de vez a torneira da Oniway como eventual operador de telecomunicações móveis. Com certeza que a decisão surpreendente da Vodafone, em aceitar ceder a interligação à empresa detentora da quarta licença nacional de UMTS, não surge por acaso e pode indiciar, para breve, algumas novidades no sector. É que o prazo máximo de sete dias dado para a interligação expira no final desta semana. E, com certeza, que se a Oniway tem a máquina comercial pronta a arrancar, não vai deixar de o fazer só porque não tem interligação com os clientes Optimus.

Poderá, ou não, ser sintomático se a Oniway não estiver viva e de boa saúde, na próxima semana, já depois de feita a apresentação dos seus serviços ao público em geral. Quem sabe se até não é com a entrada de um novo operador que a situação do mercado se agita, bem ao jeito de pedrada no charco? O certo é que parece haver uma certa franja empresarial com receio que a pedrada provoque ondulações a mais e alguém posso virar o barco…e ir ao fundo.

Por outro lado, até onde estão dispostos os accionistas da Oni a levar o esforço de ver um operador privado, que terá de começar de raiz, a ganhar terreno nas comunicações móveis? Será que estão dispostos a um último fôlego? Uma coisa é certa: apesar de terem garantido à CMVM, por imposição das próprias regras de mercado, que não houve nenhuma proposta formal de qualquer uma das outras empresas detentoras de licença móvel, não deixaram de referir que, ao longo do “último ano, entre os diversos operadores, têm decorrido conversações tendentes a estudar todas as alternativas existentes. Até esta data, no entanto, as referidas conversações foram inconclusivas”…até ao dia em que chegaram a uma conclusão.