Opinião: Apple e Beats deram o nó? Bom para eles!

A Apple e a Beats deram o nó, e ainda se está a tentar perceber porquê – mas devemos importar-nos?

 

Opinião: Apple e Beats deram o nó? Bom para eles

Talvez não – A Apple concretizou, ao acordar adquirir a Beats, a sua aquisição mais cara de sempre. As críticas em relação a este negócio não tardaram em chegar – a Apple está a amadurecer por ir “pedir ajuda exterior”, a Apple está a fazer a compra para poder ter um serviço de streaming musical à medida dos concorrentes e do mercado sem prejudicar o iTunes, ou a Apple simplesmente meteu a pata na poça sem se perceber porquê.

Não que isto devesse interessar, provavelmente porque o impacto no trabalho da marca não deverá ser especialmente significativo a curto-médio prazo. Esta aquisição, contudo, talvez não tenha sido tão despropositada quanto isso: a Beats é uma marca relativamente recente que se tornou muito bem-sucedida graças às suas competências de marketing, e esta é uma faceta a que a Apple poderia recorrer para trazer de volta a sua presença às camadas mais jovens do mercado (que por sinal são fãs da Beats, mas que já começaram a perder o interesse na Apple).

De facto, e face a esta necessidade, tudo o resto que a Apple adquiriu com este acordo parece ter sido apenas um bónus, incluindo o serviço de streaming musical que a empresa poderá controlar ainda numa fase muito inicial – mas sem ter que perder tanto tempo ou recursos para o desenvolver. Por outro lado, o design também é uma característica muito influente nos produtos de ambas as marcas, e aqui talvez estejamos perante uma win-win situation – a Apple sai a ganhar com as competências de marketing e design da Beats, e a expectativa poderia sugerir que a Beats – mais não fosse no futuro – também passasse a usufruir das competências de design e de engenharia da Apple.

Talvez o valor do negócio tenha sido elevado, mas 3 mil milhões de dólares – para aquela que foi considerada a marca mais valiosa do mundo durante três anos consecutivos – certamente não irão fazer mossa na performance da empresa. E quem sabe, talvez a empresa saia mesmo a ganhar com este negócio – e com ela, os consumidores também. Afinal, com este negócio a Apple não adquiriu apenas a Beats, mas sim competências que lhe poderão ser muito úteis e uma potencial nova geração de seguidores que a empresa poderá rentabilizar.