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Os telemóveis Nokia vão voltar. Isto é o que deve saber

A Nokia anunciou que vai regressar aos telemóveis e tablets. Mas não da forma que pensa.

 

Imagem: Nokia

Telemóveis Nokia? Sim e não.

A Nokia anunciou, oficialmente, o regresso ao mercado. Mas nada será como antes.

As prioridades da Nokia continuam a ser as suas infraestruturas de comunicações.

 

Os telemóveis, se tanto, ocuparão um segundo lugar nos objetivos da empresa.

Isto não significa que a Nokia não se preocupe em rentabilizar a marca (que já foi, outrora, a maior fabricante de telemóveis do mundo).

Essa será antes uma preocupação da HMD Global, uma empresa (também finlandesa) que vai contar com a ajuda da Foxconn.

 

Ou seja: a modos que a Nokia “alugou” a marca (o termo técnico é “licenciamento”). O que é uma forma inteligente de se envolver num mercado saturado sem realmente se envolver.

Há ainda uma quarta empresa envolvida neste negócio: a Microsoft.

A HMD (fundada por ex-elementos da Nokia e da Microsoft) irá, assim, pagar à Nokia e à Microsoft (que continua na ter voto na matéria sobre os telemóveis ‘tradicionais’ da marca) para usufruir da marca Nokia.

 

Além da marca “Nokia”, a HMD também vai pagar para usufruir das patentes e da propriedade intelectual de ambas as empresas neste mercado.

O papel da Foxconn é o de produzir e distribuir os telemóveis. Mas todo o processo – desde o fabrico até à venda – será gerido pela HMD.

A Microsoft, que comprou a divisão de serviços e telemóveis da Nokia em 2014, também concordou em vender parte dessa aquisição à HMD e Foxconn (por 350 milhões de dólares).

 

O contrato Nokia-HDM Global tem uma duração prevista de 10 anos. Ou seja: durante este período de tempo o envolvimento da Nokia-mãe será superficial, apenas dando nome aos equipamentos.

Será a HDM a responsável por tudo o que surgir daqui em diante.

São boas notícias para todos os envolvidos. Para a Nokia, porque continuará a rentabilizar uma marca icónica sem as dores de cabeça a que se habituou nos últimos anos de fabricante; para a Microsoft, porque aos poucos está a afastar-se de um negócio onde a sua insistência não está a produzir os resultados desejados.

Mais informações aqui.