Os telemóveis são eternos

Se os diamantes são eternos, então a nova versão do Ericsson T68 também é.

Ainda nem a Nokia sonhava com a sua marca de luxo, Vertu, já Peter Aloisson satisfazia o gosto dos seus clientes, que tinham tanto de exigentes como de excêntricos. Quantos Motorolas não saíram da mão das oficinas especializadas de Aloisson, em platina pura? É que há pessoas que não dispensam o seu telefone celular mas, de alguma forma, têm de marcar a diferença em relação aos demais.

O joalheiro tem, em mãos, uma encomenda de oito exemplares do telemóvel T68, de ecrã a cores, cujas “carcaças” são feitas em ouro de 18 quilates, branco ou amarelo, conforme a exigência do cliente. Mas a preciosidade do aparelho não fica por aqui, como se não bastasse ter um telemóvel em ouro, veja-se a riqueza do pormenor a que chega a vontade de ser diferente.

“Cada telemóvel será uma peça única no mercado, com cerca de 900 diamantes de diversas variadades, com apontamento de rubis, safiras e esmeraldas. Eventualmente poderemos usar, até, diamantes negros”, explicou o joalheiro, adiantando que o preço provável da peça será na ordem dos 24 mil dólares.

Aloisson não se mostrou nada perturbado pelo aparecimento da nova marca da Nokia, a Vertu. Muito pelo contrário. Apesar de vir competir directamente com os seus “produtos por encomenda” (a joalharia só trata da caixa exterior, a tecnologia é por conta do fabricante), a Nokia é extremamente bem vinda a um segmento de mercado onde vigorava um monopólio desde 1998. A razão apresentada por Aloisson é que a
entrada do maior fabricante do mundo de telemóveis nesta área só vem aumentar a procura de tais produtos.