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Portugal Telecom com accionistas e contra clientes

Acusação é da Comissão de Utentes que organiza um buzinão em frente à sede da empresa, em Lisboa.

Acusação é da Comissão de Utentes que organiza um buzinão em frente à sede da empresa, em Lisboa A Comissão de Utentes contra a Taxa de Activação e os Aumentos nos Telefones (CUCTAAT) acusou a Portugal Telecom (PT) de gerir a empresa em benefício dos accionistas e em prejuízo dos clientes. Daniel Matos, da Comissão de Utentes disse que os aumentos anunciados pela PT “penalizam os utentes residentes e beneficiam as empresas”. “Não estamos contra o facto de as empresas serem beneficiadas, mas preocupam-nos sobretudo os residentes”, assegurou Daniel Matos, acusando a PT de gerir a empresa na “óptica dos seus accionistas, para obter bons lucros e acções bem cotadas na bolsa, em prejuízo dos utentes”. Como forma de protesto aos anunciados aumentos para as chamadas locais, para a assinatura mensal e taxa a activação (que consideram ilegal), a CUTAAT tem previsto um buzinão junto às instalações da Portugal Telecom, nas Picoas, em Lisboa, às 8 horas de hoje. Segundo Daniel Matos, o que se pretende com este protesto é que tanto o Instituto das Comunicações de Portugal (ICP) como o Governo não aprovem este pacote de aumentos anunciados pela Portugal Telecom. A Comissão de Utentes acusa a Portugal Telecom de repetir a “manobra ilusionista do ano passado” ao anunciar uma redução “média” de 4% nos custos das chamadas. O facto é que a redução média faz-se à custa das chamadas locais que sofrem um agravamento de 8,2%, enquanto que as internacionais baixam, embora esta redução não acompanhe as reduções que se têm verificado nos outros países da Europa, assegura a CUCTAAT. Também a taxa de activação, considerada ilegal pela comissão de utentes e que já mereceu uma recomendação da Comissão Parlamentar para o Equipamento no sentido de ser retirada, não só é mantida pela PT como ainda sofre um aumento igual ao dos impulsos, 8,2%. A recomendação da Comissão Parlamentar defendia que a taxa de activação só deveria ser aplicada quando a PT facturasse ao segundo, o que está previsto acontecer, segundo a empresa, lá para o segundo semestre deste ano. Outro aumento contestado é o previsto para a assinatura mensal, que depois de aumentado 8,9% no ano passado, sobe mais 4%. A não aplicação imediata da tarifação ao segundo, anunciada para vigorar a partir de 1 de Janeiro deste ano e agora adiada pela PT para o segundo semestre, merece também a desaprovação da Comissão de Utentes, que acusa a empresa ainda de praticar outros aumentos encapotados, como é o caso do 118, que depois de ser gratuito já custa 6 impulsos. (…)