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Processadores de 12 núcleos para telemóveis. Quem precisa disso?

12 núcleos ficam muito bem no papel, mas a realidade é que ainda não nos fazem falta

 

 


Quantos núcleos tem o processador do telemóvel do leitor? Se respondeu 1, talvez seja hora de considerar um upgrade (se tal for necessário para as suas necessidades, claro).

[relacionadas_esquerda]Se respondeu 2 ou 4, então faz parte de um grupo cada vez mais comum de utilizadores de smartphones. Se o seu telemóvel tiver 8 núcleos, então saiba que ocupa o topo das tendências actuais dentro da indústria dos telemóveis.

Como em tudo o que é tecnológico, contudo, 8 núcleos rapidamente se tornarão “coisas de ontem”. A Mediatek, uma fabricante de processadores do Taiwan, encontra-se a trabalhar em novos processadores para telemóveis que incluem 10 a 12 núcleos.


12 cores. Num telemóvel. O leitor já imaginou? É muito núcleo, muita potencial capacidade de processamento. Note que digo potencial.

Na melhor das hipóteses, estes novos processadores-monstro chegam ainda este ano ao mercado. Mas não vejo como poderão ser realmente necessários.

Permita-me explicar melhor. Ao reflectir sobre as vantagens desta monstruosa capacidade de processamento, que é enorme, reconheço que um telemóvel actual dificilmente já consegue tirar proveito total da capacidade de processamento de 4 núcleos, quanto mais 8, 10 ou 12.


Se atentarmos que ter vários núcleos é quase o equivalente a ter diversos processadores numa única placa, o que no papel é definitivamente fantástico, é fácil reconhecer que o potencial está todo lá. Mas será este potencial devidamente aproveitado?

Pouquíssimas aplicações móveis são actualmente desenhadas para tirar partido desta capacidade de processamento.

E a não ser que os programadores comecem a desenhar o seu software para tirar partido destas potencialidades, a diferença que um processador de 12 núcleos irá apresentar comparativamente a um octa-core não será particularmente notável. Se o for sequer.


Ok, talvez nas raras situações em que o utilizador tenha várias aplicações exigentes a correr em simultâneo os 12 núcleos se façam notar – o telemóvel não se irá arrastar como seria de imaginar que acontecesse.

Mas será mesmo pouco mais do que isto, receio. Na melhor das hipóteses, as diferenças notadas no próprio desempenho dos telemóveis serão ligeiras. Espero, contudo, estar enganado – e que a introdução dos 12 núcleos motive os programadores a desenharem aplicações progressivamente mais capazes de tirarem proveito desta capacidade.