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PT com maior rede da América Latina

A PRIMESYS, empresa detida a 100% pela PT Prime SGPS, vai gerir a maior rede empresarial de telecomunicações da América Latina, assegurando a interligação entre cerca de 70 cidades brasileiras.

Nos termos do acordo, os bancos brasileiros ficarão com um total de 3 milhões de acções, em partes iguais, do grupo PT (0,5% do capital) e vão transferir as suas redes e a licença de operação dos serviços de telecomunicações para a nova empresa BUS – Serviços de Telecomunicações – SA, que será detida a 100% pela Primesys. Para a concretização final do negócio falta apenas a autorização da Anatel, o regulador das telecomunicações brasileiras. Segundo Francisco Padinha, presidente do Conselho de Administração da PT Prime, que esta semana ultimou o negócio no Brasil, este investimento vai também criar oportunidades quer para os parceiros internacionais do grupo PT – Cisco, Commerce One, IBM, Microsoft e SAP -, quer para algumas empresas portuguesas de tecnologias de informação e de “networking”. A participação da SIBS, que detém 12,5% da PT Prime Portugal e com “know how” na área de redes bancárias, é também vista com “bom olhos”, dependendo apenas, segundo o mesmo responsável, de conversações com o conselho de administração do consórcio. Em vez de arrancar com operações a partir do zero, a PT Prime preferiu concretizar esta operação com o Bradesco e com o Unibanco por serem, segundo Francisco Padinha “dois bancos que já cooperavam entre si e se complementam” e que dão “massa crítica”. O Bradesco tem cerca de 11 milhões de clientes, sobretudo na área de retalho, e o Unibanco tem mais de 4 milhões de clientes, estando mais orientado para o segmento empresarial. Segundo o dirigente da PT Prime, a Primesys prepara-se também para “ser um parceiro privilegiado para as empresas ligadas a estes grupos financeiros brasileiros”. Para o êxito do negócio, que foi duramente disputado com grandes operadores internacionais como a ATandT, Telefónica, MCI/Worldcom e Global Crossing, Francisco Padinha refere também ter pesado a boa imagem que o grupo PT tem no Brasil, nas operações da Telesp Celular e da Zip.net. Disputando um mercado de telecomunicações “corporate” (médias e grandes empresas) avaliado em 1,8 milhões de dólares, a BUS parte em vantagem em relação aos actuais operadores brasileiros da rede fixa, que só poderão entrar no mercado empresarial de dados a partir de 2002. Para Francisco Padinha o mercado brasileiro de telecomunicações “corporate” está avaliado em cerca de 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 450 milhões de contos) do corrente ano, apresentando grande potencial de crescimento, nomeadamente ao nível de “network solutions services”, “network management solutions” (“outsourcing” especializado, gestão de redes e consultoria), “web enabling”, “webização” de processos e integração de sistemas.