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Riscos das radiações. Tribunal americano acolhe queixa contra fabricantes

Nos EUA, um juiz deliberou dar provimento a uma queixa que acusa os fabricantes de telemovéis de estarem a induzir os clientes em erro quando afirmam que o uso dos aparelhos é inteiramente seguro.

Nos EUA, um juiz deliberou dar provimento a uma queixa que acusa os fabricantes de telemovéis de estarem a induzir os clientes em erro quando afirmam que o uso dos aparelhos é inteiramente seguro. Michael Allweiss, advogado do estado do Louisiana, agindo em nome de um cliente, encuralou esta semana os grandes fabricantes mundiais de telemovéis. Uma queixa, dirigida, entre outras, contra a Motorola, a Nokia, a Ericcson e a AT&T, em que, basicamente, se acusa a indústria de excesso de optimismo, com o potencial efeito de perigar a saúde dos utilizadores dos telefones movéis, foi acolhida em tribunal. A argumentação empregue pela acusação foi bastante linear: se é verdade que ninguém provou que as radiações das frequências rádio usadas pelos telefones movéis fazem mal, também é verdade que ninguém provou que são inócuas. Logo, uma vez que os estudos são inconclusivos, é pouco responsavél, da parte dos fabricantes, embarcarem em campanhas de marketing onde juram, a pés juntos, que usar telemovél não pode fazer mal a ninguém. O advogado reclama ainda que, no mínimo, seja incluído, com cada telefone, um kit mãos-livres para minimizar os eventuais riscos. A defesa das empresas limitou-se a rispostar com um argumento jurídico, que o juíz do caso, Ivan Lemelle, repudiou: que a matéria da regulação das normas de segurança para telemovéis era prerrogativa exclusiva da FDA (Food and Drug Administration). Na sucessão desta decisão judicial, espera-se que o próximo passo seja a interposição de uma queixa colectiva, em nome dos noventa milhões de utilizadores de movéis norte-americanos.