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Sobreviver através da Internet

Dois navegadores portugueses, isolados a bordo de um Veleiro, vão tentar sobreviver em Dezembro, com qualidade, recorrendo apenas ao comércio electrónico nacional.

«Lisboa, 29 Nov (Lusa) – Dois navegadores portugueses, isolados a bordo de um Veleiro, vão tentar sobreviver em Dezembro, com qualidade, recorrendo apenas ao comércio electrónico nacional. A iniciativa, Projecto Canal 21, é resultado da parceria entre a Vector XXI e a Confederação de Comércio e Serviços de Portugal. O projecto “surge da necessidade de mostrar que existe comércio electrónico português de qualidade”, explicou Luís Novais, da Vector XXI. O ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, visitou as instalações onde ficarão os dois navegadores, na doca do Parque das Nações, e apoiou o projecto. “Esta é uma promoção imaginativa de uma nova realidade. Cada vez mais é importante formar os consumidores e as empresas para uma relação de confiança com o comércio electrónico português”, acrescentou. Com os olhos postos na sociedade de informação, esta iniciativa inédita pretende também diagnosticar o estado em que se encontra Portugal para o embate do próximo século, a Internet. “Trata-se de fomentar a modernização do tecido económico”, explicou Mariano Gago, adiantando que não tem dúvidas quanto ao sucesso do projecto. O Projecto Canal 21 visa demonstrar as potencialidades e eficácia do comércio electrónico e do tele-trabalho. Os dois navegadores, colaboradores da Vector XXI, vão adquirir todos os alimentos e produtos indispensáveis a uma sobrevivência, com qualidade, através de sites portugueses, sem deixarem de trabalhar. “Vai ser um pouco violento mas estamos aqui para fazer a experiência”, disse João Pulido, um dos navegadores. A experiência poderá ser acompanhada por todos os cibernautas através do endereço www.canal21.pt, que terá ainda comunicação em chat real através do ICQ Canal21. A bordo do veleiro estão ainda instaladas duas webcameras para satisfazer os mais curiosos. No dia 31 de Dezembro, os promotores da iniciativa esperam ter conclusões sobre o que falta e é preciso mudar no comércio electrónico português, até porque é necessário inverter a tendência dos ciberconsumidores nacionais. “Há uma adesão cada vez maior ao comércio on-line, na ordem dos 10 por cento em Portugal. No entanto, cerca de 70 por cento das compras dos portugueses são feitas em sites estrangeiros”, revelou Luis Novais. No início da experiência, uma primeira dificuldade: Os navegadores conseguiram encomendar vinho mas não o vão “poder beber porque não se vendem saca-rolhas através dos sites de comércio electrónico português”, revelou João Pulido.»