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Accionistas da PT confiam na OPA

Accionistas da PT confiam na OPA

sexta-feira, 24 fevereiro, 2006 /
Segundo o presidente da Sonaecom. Segundo o diário, o presidente da Sonaecom acredita que os accionistas da PT estão a aderir ao preço proposto pela Sonae, embora desconfie da isenção da administração da PT. «Sabia que a nossa oferta era equilibrada, mas não fazia ideia que de que iria ter um apoio generalizado. Se os accionistas acreditassem numa contra-OPA, a cotação [da PT] estaria mais alta e, como também não ficou junto à cotação anterior, significa que há grande confiança», sublinha o empresário, filho de Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae.

Instado sobre a isenção e neutralidade da administração da PT, Paulo Azevedo manifestou-se preocupado e adiantou que «uma administração não pode decidir defender-se de uma OPA se os accionistas não quiserem ser defendidos».

O empresário também vê com preocupação a estratégia adoptada pela administração da PT, «estratégia tipo ´poison kill`, de contratar um conjunto de serviços a custos elevados e que não se justificam». Paulo Azevedo referia-se ao conselho de 12 especialistas contratados, conforme «anunciado pela imprensa e não desmentido», e que envolve cinco bancos de investimento, cinco gabinetes de advogados e dois gabinetes de assessoria de comunicação.

Por outro lado, o «Jornal de Negócios» adianta que «a administração da PT já definiu a estratégia de contra-ataque à OPA lançada pela Sonae, pretendendo garantir 25% do capital na assembleia geral e desta forma inviabilizar a OPA».

Seguindo o jornal, é o administrador do pelouro financeiro, Zeinal Bava, quem «assume esta estratégia, sendo quem tem os contactos com os investidores estrangeiros». A estratégia da PT inspira-se no caso da Marks&Spencer, cuja administração, aquando da OPA hostil da Philip Green em 2004, «recolheu apoios crescentes entre os accionistas, obrigando o proponente a subir sucessivamente o preço até desistir», acrescenta o matutino económico.
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