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Solução

Tendo identificado o problema, todo o nosso trabalho centrava-se na tentativa de resolução do mesmo. Tendo analisado ao pormenor o componente responsável pela incapacidade de geração de registos de chamadas (UMTS Core), verificámos que embora não gera-se registos dos eventos pós-pagos, gerava sim um tipo “evento” sobre a forma de protocolo SS7 mas que se […]

Tendo identificado o problema, todo o nosso trabalho centrava-se na tentativa de resolução do mesmo. Tendo analisado ao pormenor o componente responsável pela incapacidade de geração de registos de chamadas (UMTS Core), verificámos que embora não gera-se registos dos eventos pós-pagos, gerava sim um tipo “evento” sobre a forma de protocolo SS7 mas que se mantinha dentro do componente. 

Ao termos identificado esta capacidade saberiamos que de qualquer forma teriamos de converter esse tipo sinalização num formato de evento de chamada, fosse esta de voz ou dados. Ao efectuar a nossa pesquisa no âmbito dos sistemas de informação em tecnologias móveis, encontrámos um componente com o nome de Probe que tinha como principal função a geração de registos de chamadas(CDR, Call Data Record) com base em sinalização SS7. O probe seria um componente que assentaria sobre o Core e que permitiria passar o controlo da chamada para o Billing em tempo real. Como se pode observar o esquema acima representado os eventos pré-pagos seriam controlados em tempo real pela Intelligent Network e os pós-pagos e cliente com planos convergentes passariam a ser geridos pelo módulo de Billing. O Probe foi analisado em termos de escalabilidade, tolerância a falhas, performance para verificar se seria capaz de suster os milhares de registos por segundo gerados por uma operadora móvel. O funcionamento do Probe não se restringe a apenas a geração de CDR, é um módulo robusto capaz de efectuar o controlo de fraude possibilitando assim a descentralização de algumas funções do Billing para um nível mais baixo na arquitectura tornando o sistema mais performante. O probe fica à escuta da sinalização SS7 e vai gerando registos de chamadas para os clientes pelo qual está responsável, esses registos são então colocados numa base de dados interna do Probe e são posteriormente enviados para o nível acima na arquitectura. Sendo um componente completamente parametrizável a flexibilidade que permite torna-se em mais uma vantagem para qualquer operador móvel que decida utilizar todas as suas potencialidades.

Como não é um componente especificamente desenhado para um arquitectura de telecomunicações móveis o conhecimento por parte das operadores é praticamente nulo, o que o nosso estudo/pesquisa indicou é que por ser um módulo estremamente flexivel, é de fácil adaptação e de custos relativamente baixos. A funcionalidade mais importante do Probe face ao contexto do UMTS é o controlo do tráfego IP, a grande inovação da tecnologia 2G para 3G é o aumento da capacidade de transmissão e recepção de dados através dos terminais. Um dos grandes problemas que as operadores enfrentam é como conseguiram controlar todo o acréscimo de tráfego IP. A solução por nós apresentada é performante e escalável a dois níveis, tanto a nível de eventos de voz como de dados.

Conclusão

Uma mudança tecnológica deste género é sempre um obstáculo numa primeira fase ao desenvolvimento de uma empresa. Este é um dos problemas existentes hoje em dia, a falta de informação no mercado potencial, aliado ao atraso da tecnologia, à falta de clarividência das empresas envolvidas no processo de desenvolvimento de terminais, às dificuldades das operadores em manter a preparação para 3G à medida que suportam os investimentos, representa bem aquilo que se passa neste universo tecnológico. A solução proposta por nós surge como tentativa de resolução de alguns destes obstáculos que se opõem ao desenvolvimento do UMTS. De facto conseguimos comprovar a inovação de uma arquitectura com base em GSM para tecnologia 3G com um impacto minimo.

Referências:

· www.umts-forum.org

· www.motorola.com

· www.itu.org

· http://sites.uol.com.br/helyr/naiade_umts.html

· http://br.wmlclub.com/articulos/umts.htm

· http://www.geocities.com/projige18/index.html

· http://www.coherent.com

Por:

Filipe Esteves
Nuno Lopes
Nuno Bravo
Pedro Pereira

Email: 3G_IGE2002@mail.pt

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