Sony Ericsson T100: pequeno e barato

Actualmente um dos mais pequenos terminais do fabricante sueco-nipónico, o T100 tem uma missão (quase) homérica: penetrar no difícil mercado da gama baixa.

A primeira coisa que vai reparar ao olhar para este terminal é o seu tamanho reduzido  (99×43.5×17.7mm), e o seu peso “pluma” de 75 gramas. Embora não sendo o mais pequeno do mundo, é ainda assim pequeno, se levarmos em consideração que as dimensões dos actuais terminais disponíveis no mercado estão a aumentar devido às novas funcionalidades (MMS, Câmara Digital, etc.)

Sony Ericsson T100 O design do telemóvel não é nada inovador, aliás, ficámos com a sensação que quem desenhou este modelo quis com certeza prestar uma homenagem aos formatos mais primitivos dos telemóveis (o modelo testado, em tons de beige e cor-de-vinho, já que o modelo é bastante rectilínio, ao contrário do que acontece actualmente (formatos cada vez mais arredondados).

Digamos que na redacção se dividiu entre os saudosistas: “É bem giro!” e aqueles que pura e simplesmente, ao primeiro olhar, afirmaram: “Não gosto”. Uma nota ainda para o facto da generalidade das mulheres a quem este telemóvel foi mostrado gostaram bastante do seu design.Tirem daqui as vossas conclusões.

O Sony Ericsson T100 é um terminal que se destina a uma gama bastante competitiva (gama de entrada), que no nosso país representa a grande maioria dos terminais vendidos. Por isso não será de estranhar por exemplo a ausência de GPRS ou porta de infra-vermelhos, mas inclui outras funicionalidades, caso do EMS, que o tornam numa hipótese a levar em conta quando se quiser comprar um terminal deste tipo.

E o que é um terminal deste tipo? Pelos testes que levámos a cabo, trata-se de um terminal bastante simples, com as virtudes e defeitos típicos de um telemóvel cujo preço dependerá dos operadores, já que a Sony Ericsson, pelo menos numa fase inicial, não o vai vender desbloqueado. 

Mas o simples nem sempre quer dizer bom. E este modelo gorou ligeiramente as nossas expectativas. A começar pelo software. Ao acedermos aos menus o que encontrámos foi um autêntico Ericsson antes da fusão com a Sony, ou seja, este terminal parece um Sony Ericsson por fora, mas por dentro tem a aparência de um qualquer modelo da série Ericsson T.

Mas recuemos um pouco para falar do teclado. Tratando-se de um terminal de dimensões reduzidas, manuseá-lo apenas com uma mão torna-se algo complicado, especialmente quando se quer enviar uma mensagem escrita.

Em termos de mensagens, o sistema não é mau mas possui algumas contrariedades irritantes, como por exemplo a impossibilidade de alternar entre T9 e escrita normal com um simples premir de tecla. Para o fazer, tem que se aceder a dois menus, o que nos dias é muito tendo em conta a velocidade a que por exemplo os adolescentes escrevem um SMS.

De notar o conjunto de smileys disponíveis, mas que infelizmente poderão não ser visíveis em condições noutros modelos que não sejam T100.

No que diz respeito a tons e melodias, o T100 permite-lhe definir 10 tons e imagens para 10 números à escolha. Pode ainda tentar compôr a sua própria melodia, mas adiantamos de antemão de que não vai ser tarefa fácil. É que nas tentativas que fizémos, o toque era sempre reproduzido trêsT100: As três cores disponíveis vezes mais rápido do que aquilo que desejávamos.

A qualidade sonora (em chamada) não é má, mas o volume máximo que o auscultador atinge é insuficiente se recebermos uma chamada num local mais ruídoso.

No campo dos contactos telefónicos, este modelo permite armazenar até 100 números fora do cartão, e inclusive endereços de e-mail. Mas como o telefone não suporta esta funcionalidade, não achámos que esta possibilidade constituísse uma grande mais valia.

Ao nível dos jogos o T100 incluí entre outros o divertido Ballpop, Naval Fleet (Batalha Naval), e ainda Yukon Struggle, uma espécie de solitário que embora a princípio seja complicado de jogar, mas uma vez dominado constitui um bom passatempo para os transportes públicos.

Mas mesmo aqui convém ter alguma contenção, já que a bateria Li-ion requer carregamento ao fim de dia e meio de utilização intensiva. Num uso normal acreditamos que no limite dure à volta de dois dias.

E já que estamos no campo das baterias, uma nota para um acontecimento que nos deixou algo alarmados. Recebemos uma chamada de aproximadamente meia-hora, e ao fim de alguns minutos (não sabemos ao certo quantos), que a bateria do telefone começou a sobreaquecer o que, para além de ser perigoso, ao fim de algum tempo de chamada se torna verdadeiramente insuportável. Não sabendo se este terminal é ou não uma versão beta do que vai ser comercializado, pensamos tratar-se de uma questão que convém ser revista, ou pelo menos apurada. 

Em suma, estamos na presença de um telefone que não acrescenta nada de novo à categoria onde se insere, pelo que o sucesso comercial estará inteiramente nas mãos do consumidor.