Sony Ericsson T610: valor seguro

O Telemoveis.com testou um dos últimos modelos lançados pela marca nipo-sueca, e ficámos agradavelmente surpreendidos.

A primeira coisa que nos passou pela cabeça quando abrimos a caixa do T610 foi: “Isto é um T310 mais estilizado, para agradar a um segmento de mercado com mais poder de compra”. Mas isto, recorde-se, foi antes de ligar o telefone.

Este terminal topo de gama do fabricante nipo-sueco é ligeiramente mais “magro” e mais leve do que o seu irmão T310, como as suas dimensões (102x44x19 m) e o seu peso (95 gramas) o atestam.

A nosso ver a sua grande qualidade estética reside na simplicidade, e na forma ligeiramente abaulada da parte lateral, onde figuram alguns botões como por exemplo o da câmara fotográfica, que conferem uma sensação de robustez quando agarramos no terminal. O modelo colocado à nossa disposição era metalizado na zona do teclado, e a zona do visor rodeada por um plástico de cor preta. Simples e bonito.

Estéticas à parte, mergulhemos no interior do T610:

Software

À semelhança do que já havíamos referido na crítica ao T310, o software deste Sony Ericsson continua tão intuitivo quanto possível. Apenas sentimos a necessidade de recorrer ao manual do telefone um par de vezes.

Uma nota para a tecla de retrocesso, situada por baixo da de chamada e que poderá no início constituir factor de confusão, uma vez que normalmente se utiliza a tecla C para tal função.

Voltando ao software, este é suficientemente rápido e de fácil utilização para que numa questão de horas o utilizador sinta que nunca teve mais nenhum terminal que não este.

Memória

Neste capítulo o T610 está bem servido permitindo o armazenamento até 510 números de telefone, não contando com os do cartão, associação de uma foto a um número de telefone, caller groups, uma agenda com possibilidade de introdução de 300 eventos e uma lista de afazeres (80 eventos).

De referir ainda uma lista de últimas chamadas com 30 números.

O total da memória, repartida entre fotos, Java e outras aplicações é de 2 Mb.

Visor

Ora, parece que aqui chegamos à grande vantagem deste terminal. Ao contrário do T310, que dispunha de apenas 256 cores, o visor deste T610 é maior (128×160 pixéis) e mais do que suficiente para composição de mensagens e navegação em WAP.

Por estranho que parece, o tamanho do visor é um dos factores que confere mais equilíbrio estético ao telefone, já que ocupa praticamente metade do mesmo.

Já nos íamos esquecendo: as 65 mil cores conferem-lhe um ambiente bastante colorido (em certos temas quase folclórico) e fazem de facto, toda a diferença. Basta ligarmos o viciante Mini-Golf para perceberem do que estamos a falar. Se no T310 o mesmo já nos roubou algumas horas a dar tacadas, imaginem com muito mais cor e definição.

O problema agora será voltar ao meu velhinho monocromático.

Conectividade

Antes de mais, uma palavra para todos aqueles que se iniciam agora nas lides do MMS, Wap sobre GPRS e respectivas configurações: comprem terminais configurados, de preferência.

A minha experiência de configuração dos respectivos serviços levou dias (literalmente) e passou por dezenas de sms de configuração, configurações manuais, e um telefonema para a assistência técnica que me deixou sem saldo, depois de uma das “call center girls” me dito que esse número era grátis, mas infelizmente não fixei o seu nome (fictício) para posteriormente lhe fornecer a minha referência de carregamento.

Mas depois de muitos telefones e generosidade e paciência de alguns dos operadores do call center do operador, lá conseguimos pôr o terminal a receber e enviar MMS, e-mails e a navegar em WAP.

Voltando ao T610, este está particularmente bem equipado em termos de possibilidades de comunicação de dados. Normalmente os terminais têm quase tudo. Nós arriscamos a dizer que este tem tudo, senão vejamos: WAP 2.0, WAP Push, GPRS (4+1), IrDA, Bluetooth, cliente de e-mail (SMTP/POP3), sincronização com PC e SyncML.

SMS/MMS

Em termos de mensagens escritas, o T9 continua a não desiludir e tirando um ou outro plural, ou então gíria, não falha. Se falhar, acrescenta-se.

No campo dos MMS, o T610 permite uma criação rápida, simples e intuitiva q.b. Ou seja, desde que abrimos a opção Criar Novo, apenas temos de ir respondendo sim ou não às hipóteses apresentadas, escolher foto, inserir texto, escolher o número da lista e pouco mais.

Câmara

Infelizmente a câmara digital integrada no T610 fica um pouco aquém da qualidade das restantes funcionalidades do telefone. Neste campo, câmaras como a dos Nokia 7650, 3650 ou mesmo do GD 87 continuam a debitar mais qualidade.

Se pretendem tirar fotografias à noite (mesmo com o modo nocturno activado) ou num sítio pouco iluminado, é bem possível que não o consigam. As imagens captadas pelo T610 apresentam um défice de detalhe e cor. Claro que isto se torna mais evidente com um visor maior, enquanto que nos restantes terminais não se consegue ver bem se a foto está ou não está boa.

Ao fim ao cabo, a câmara acaba por cumprir a sua função, se não esperarmos muito dela. Mas daí a substituir uma camâra digital, nem pensar.

De referir que tem ainda as resoluções possíveis, 288×352 e 120×160 pixéis, e ainda opções como efeitos (negativo, sépia, etc.) que têm alguma piada mas que aumentam substancialmente o tamanho do ficheiro. Daí que para um MMS, não escolha nenhuma destas opções.

Autonomia

Equipado com uma bateria Li-Pol 750 mAh, o Sony Ericsson aguenta, segundo o fabricante, até 400 horas em espera 14 horas em conversação. Estes valores referem-se, claro, a um uso bastante limitado do telefone. Na verdade, fazendo um uso mais intensivo, o terminal aguentou-se mais ou menos três dias entre carregamentos.

Apreciação Geral

Estamos na presença de um terminal recheado de funcionalidades, software simples e intuitivo e grande facilidade de habituação. Ao nível da qualidade sonora, não encontrámos qualquer problema, já que as chamadas demonstraram boa qualidade do altifalante. Ao nível dos toques (polifónicos) o T610 dispõe de uma variedade considerável de toques, e chamamos a atenção para o toque denominado old phone. Lembram-se dos velhinhos telefones pretos da rede fixa?

Nos pontos menos positivos do telefone destacamos o excessivo engorduramento do visor (o acto de o limpar na t-shirt transformou-se quase num tique nervoso), o botão de borracha para abrir a tampa da bateria, que exige alguma força e perícia, e ainda a câmara, um pouco aquém das nossas expectativas.

Mas uma coisa garantimos, é que quem o adquirir está a fazer uma boa compra.