Sucessor do RAZR chega em 2006

Jim Wicks revela objectivos da Motorola.

A estrela que lidera a equipa de designers da Motorola, Jim Wicks, deu uma entrevista que está afazer rolar muita tinta por esse mundo fora, pois deixou perceber alguns dos principais objectivos estratégicos do fabricante norte-americano. Desde logo, a conquista da liderança à Nokia.

Embora sem o referir directamente – «não queremos ser como mais ninguém» – Wicks não deixou de ser bem claro: «Temos que ser a Motorola e temos que ganhar».

Tudo isto veio a propósito dos planos de lançamento de produtos. O «menino bonito» das vendas, o desdobrável ultra-fino RAZR, que pode ver ao pormenor no nosso expositor clicando aqui e cujo desenvolvimento foi concluído há precisamente um ano, começou a ser comercializado no final de 2004. Rapidamente, tornou-se em importante ícone de moda e status. E, segundo os analistas do mercado, deu um forte impulso aos lucros da marca e criou espaço para a expectativa junto do público face ao que ela iria lançar em seguida.

Ora, a Motorola não quer perder o balanço, pelo que o RAZR V3 vai ter em breve algumas sequelas, designadamente o mais arredondado PEBL V6, um telemóvel de segunda geração com tecnologias de banda larga EDGE e GPRS, que ficará disponível em cinco cores diferentes a partir de Julho. E, em Setembro, será lançado o também finíssimo mas em barra SLVR V8, que pode igualmente ver no nosso expositor clicando aqui, o qual custará cerca de 200 euros.

Mas Jim Wicks está já a desenvolver os planos de design para 2006, situando a troca do telemóvel num espírito de moda. Comparou-o mesmo à compra de t-shirts novas de dois em dois anos. Por isso, lá «pelo final de 2006, começaremos a ver o que vem a seguir». E «veremos algo que inova em diversas áreas».

É aqui que entrará em cena verdadeiro sucessor do RAZR, com o qual a Motorola espera continuar a crescer no mercado e alcançar a posição da Nokia. Mas dele quase nada ainda se sabe: Jim Wicks apontou que uma das principais dificuldades para desenvolver um telemóvel é manter o design simples, já que os terminais podem incorporar de tudo, desde câmaras a leitores de música digital.

«O sector está a mudar, e não é mais uma questão de produzir aparelhos de comunicação, mas sim bens de consumo», disse o designer, para quem «descobrir o que não incluir é o maior desafio em termos de design». E fez mais uma declaração que veio baralhar novamente todas as especulações sobre o futuro RAZR: «Telemóveis projectados à volta de recursos avançados, como televisão ou música, podem ser importantes no futuro, mas a maioria das pessoas usa os terminais basicamente para comunicação de voz e texto». Ou seja, resta esperar para ver.