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Tecnologia: Novo chip aumenta autonomia dos computadores portáteis

A empresa norte-americana Transmeta apresentou quarta-feira os microprocessadores Crusoe, que funcionam com menos energia e, portanto, permitem mais vida útil às baterias dos computadores portáteis.

«São Francisco, Califórnia, 20 Jan (Lusa) – A empresa norte-americana Transmeta apresentou quarta-feira os microprocessadores Crusoe, que funcionam com menos energia e, portanto, permitem mais vida útil às baterias dos computadores portáteis. O novo microprocessador permitiu também desenvolver uma novidade para os fanáticos da Internet: o webpad. Trata-se de um aparelho com as dimensões de um caderno, pesando menos de um quilograma, que tem um teclado integrado no ecrã e permite viajar pela Internet com rapidez e resultados semelhantes aos de um computador multimédia. A empresa Transmeta desenvolveu, até ao momento, dois chips do tipo Crusoe. O mais potente, de 700 Mhz, foi concebido para computadores portáteis com o sistema operativo Windows. O outro, de 400 Mhz, será utilizado em aparelhos mais pequenos, como o webpad ou agendas electrónicas com capacidade de ligação à rede. A principal novidade do Crusoe foi ter passado a maioria das funções do chip residentes no hardware para o software, o que aumenta a eficácia do aparelho e reduz o gasto de energia. O director da companhia em Saratoga, Califórnia, David Ditzel, afirmou que o futuro da informática está nos aparelhos portáteis. O futuro dos chips é oferecer o maior número de funções com o menor gasto de energia, de forma a aumentar o tempo de autonomia dos portáteis. Ditzel indicou que vai acontecer aos computadores portáteis o que aconteceu com os telefones móveis. “Há uns anos sair à rua com um telefone portátil não parecia necessário, agora não nos passa pela cabeça sair sem um”, acrescentou. No futuro, disse, aparelhos como o webpad, capazes de estarem ligados à Internet durante todo o dia sem recurso a fios, podem ser os “companheiros inseparáveis para consultar os mapas das estradas na Internet enquanto se conduz”. Durante a apresentação, os directores da Transmeta demonstraram a rapidez e potência dos seus processadores, comparando-os com os actualmente existentes no mercado. Indicaram que, com a utilização do seu produto, o consumo de energia das máquinas quebra de 7 para 1 watt, sublinhando que isso prolonga a vida das baterias e resolve um problema que os computadores portáteis ainda não tinham ultrapassado: a elevada temperatura em funcionamento. Um portátil com um chip Pentium III põe a máquina nos 105 graus centígrados quando lê um vídeo em formato DVD, uma das operações que requer mais energia. Segundo os criadores do Crusoe, este processador pode realizar a mesma tarefa sem que a sua temperatura ultrapasse os 48,2 graus centígrados, pelo que o ventilador não chega a ser accionado, poupando-se energia. A principal novidade do Crusoe é um programa chamado “Code Morphing”, que permite ao processador reproduzir as funções de qualquer outro actualmente em comercialização e, teoricamente, permitir correr qualquer aplicação. O novo chip está desenhado para melhorar o funcionamento dos programas, que “traduz” com o sistema “Code Morphing”, uma vez que, em vez de descarregar toda a aplicação, limita-se a disponibilizar apenas os segmentos que o utilizador vai utilizar. Por último, tem um sistema com o qual, segundo Ditzel, se alguém se esquece do computador ligado, pode encontrá-lo “semanas depois com energia suficiente para reatar o trabalho sem necessidade de recarregar a bateria. Ditzel anunciou que a sua companhia já assinou um acordo estratégico com a IBM para a comercialização de produtos concebidos para incorporar o microprocessador Crusoe.»