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Cartão 118 Braille

Cartão 118 Braille

sexta-feira, 14 maio, 1999 /
O serviço informativo 118 é, para muitas pessoas portadoras de deficiência visual, a única forma de obter um número de telefone, impedidas que estão de consultar a lista telefónica. O serviço informativo 118 é, para muitas pessoas portadoras de deficiência visual, a única forma de obter um número de telefone, impedidas que estão de consultar a lista telefónica. Foi a pensar nesta necessidade específica que a Portugal Telecom decidiu facultar o acesso gratuito a este serviço, até um limite de vinte chamadas por mês. Depois de uma fase de teste que contou com a participação de uma centena de utilizadores, o 118 Braille vai agora ser disponibilizado a todos os que dele necessitam. E são muitos em Portugal onde, segundo dados do Secretariado Nacional para a Reabilitação, existem cerca de 20.000 cegos e amblíopes. O cartão 118 Braille não se destina a ser utilizado como um vulgar cartão de chamadas. De facto, este é um cartão virtual, um produto suportado pela rede inteligente da Portugal Telecom, servindo apenas para que o utilizador possa recordar os códigos que lhe estão atribuidos. É com eles que se identifica perante o serviço, ao qual pode aceder a partir de qualquer telefone da rede fixa. Jorge Fernandes, presidente da ACAPO, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, considera que esta é uma iniciativa muito vantajosa para os cegos, que "talvez sejam dos melhores clientes do 118. Mesmo os que trabalham como recepcionistas/telefonistas em empresas, uma das profissões mais frequentes entre os cegos e amblíopes, recorrem muitas vezes a este número." Segundo Jorge Fernandes vinte chamadas por mês correspondem às necessidades médias da maior parte dos utilizadores. A subscrição deste serviço gratuito deverá ser feita através do Número Verde 0800 206 206, cujo atendimento é também ele assegurado por uma pessoa com deficiência visual. No âmbito de uma política de promoção e apoio às pessoas com necessidades especiais a Portugal Telecom recorreu ainda a uma instituição que integra 80% de trabalhadores deficientes, a Associação para a Recuperação de Crianças Inadaptadas da Lousã, para o fabrico dos cartões. 12 de Maio de 1999
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