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O que é Ciência para as Notícias da Google?

O que é Ciência para as Notícias da Google?

terça-feira, 03 fevereiro, 2015 /
O que é Ciência para as Notícias da Google?

Aparentemente drogas, raves e Victoria's Secret. Sim, a secção de Ciência das notícias da Google já viu melhores dias


Não sei quanto a si, mas eu gosto de estar informado sobre a actualidade, em particular sobre ciência e novas tecnologias.

Em parte porque dedico uma quantidade significativa do meu tempo a produzir conteúdo sobre esta temática, em parte porque aprecio e gosto de acompanhar as novidades.

Tenho várias fontes para este efeito: comunicados de imprensa que me são enviados pelas marcas, empresas e fabricantes; intervenientes activos dentro das várias indústrias, com os quais tenho oportunidade de contactar; websites de conteúdos dedicados (uns maiores, outros mais pequenos). A secção de Notícias da Google deixou de ser uma dessas fontes.


Exceptuando talvez os comunicados de imprensa, sou tal e qual como o leitor. Talvez até seja um pouco mais tolerante quando noto alguma imperfeição na distribuição do conteúdo que consumo, pois compreendo que ser humano significa não ser perfeito. É isso, aliás, que nos distingue das máquinas (e porque também cometo erros).

Também me considero um leitor com sentido de humor, e é por isso que não me faz confusão encontrar ocasionalmente temas mal arrumados. Como quando descobrimos que um dos destaques na secção de Ciências da Google é a nova campanha da Victoria's Secret, ou até mesmo a detenção de 30 e tal arguidos por posse de drogas durante uma festa de música electrónica em Almeirim.

O que é Ciência para as Notícias da Google?

Nesta área em particular não posso deixar de me recordar, com alguma nostalgia, do falecido Google Reader, descontinuado pela empresa em Julho de 2013.


Na altura a Google alegou que a utilização daquele seu produto diminuiu, e que se iria focar em menos produtos. A julgar pela falta de atenção que a empresa parece dar à organização temática da sua secção de notícias, diria que a Google foi mesmo fiel à sua palavra.

No Google Reader era o utilizador quem definia os conteúdos; nas notícias da Google, é a empresa - ou um seu algoritmo - que o faz por nós. Este modelo teria tudo para ser mais eficiente e interessante se a selecção de conteúdos com que a Google nos brinda diariamente fosse organizada com maior rigor.

Não o é, e já não o é há muito tempo.

Diria mesmo que na altura em que a Google encerrou o Reader, este mesmo problema da má organização de conteúdos da sua secção de Notícias já existia. O que me preocupa, enquanto utilizador e consumidor de informação, é verificar que o mesmo parece ter passado despercebido à empresa durante estes quase dois anos.


Suponho, contudo, que este seja um mal menor. Ninguém pode censurar uma empresa que se encontra a tentar combater o cancro de forma inovadora, a tentar desenvolver veículos autónomos, a levar internet a quem não tem acesso à mesma ou até mesmo a tentar combater o próprio envelhecimento.

É. De repente sinto-me mesquinho por me queixar do Google News.


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