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Pirata informático comenta o vazio que é ter de viver sem computadores

Pirata informático comenta o vazio que é ter de viver sem computadores

sexta-feira, 17 março, 2000 /
O pirata informático e ex-condenado Kevin Mitnick queixou-se estar desempregado devido às restrições judiciais que o impedem de tocar num computador, telemóvel ou outro aparelho de alta tecnologia. «Los Angeles, Califórnia, 16 Mar (Lusa) - O pirata informático e ex-condenado Kevin Mitnick queixou-se estar desempregado devido às restrições judiciais que o impedem de tocar num computador, telemóvel ou outro aparelho de alta tecnologia. Durante uma conferência sobre jornalismo on line na University of Southern California, Mitnick afirmou que os agentes que fiscalizam a sua liberdade condicional lhe disseram que nem sequer se pode candidatar a um lugar numa loja de conveniência porque as caixas registadoras são computadorizadas. "Tecnicamente, quando vou para o ginásio e programo o meu peso e tempo na máquina de exercícios estou a cometer uma violação", disse. O pirata informático de 36 anos saiu da cadeia em Janeiro, depois de cumprir uma pena de cindo anos por ter entrado nos sistemas de companhias norte-americanas como a Motorola, a Novell e a Sun Microsystems. Enquanto andou fugido ao FBI, Mitnick foi-se tornando um ícone para alguns piratas informáticos, e muitos continuam a considerá-lo um mártir. O seu estatuto de pirata informático mais conhecido dos Estados Unidos foi comprovado no início de Março quando testemunhou perante o Congresso sobre problemas de cibervandalismo e roubo. Mitnick lamenta hoje estar proibido de utilizar aparelhos de alta tecnologia, como computadores portáteis e modems de alta velocidade, que se tornaram disponíveis enquanto esteve preso. Além de estar proibido de trabalhar perto de computadores, não pode consultar qualquer projecto com eles relacionado. De momento, Mitnick está a cuidar do pai, que se encontra a recuperar de uma intervenção ao coração, tem escrito artigos sobre computadores para a revista Time e o jornal britânico Guardian, e proferido palestras. Não pode falar ou escrever sobre as suas experiências enquanto pirata informático, mas pode comentar globalmente sobre segurança de computadores. O processador de texto está-lhe interdito, escrevendo, por isso, à mão ou à máquina. Mitnick falou enquanto participante num painel sobre o impacto da tecnologia no jornalismo. Um dos desafios, disse, é estar consciente de que a constante desactualização cronológica das notícias nos endereços electrónicos pressiona os jornalistas a trabalhar mais rapidamente. Isso implica menos tempo para verificar factos, alertou Mitnick.»
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