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Tecnologias de Informação: Europa pode liderar mercado

O presidente do Observatório Europeu de Tecnologias de Informação (EITO), Bruno Lamborghini, manifestou hoje a convicção de que a Europa pode ser líder do mercado das tecnologias de informação e telecomunicações.

«Bruxelas, 17 Fev (Lusa) – O presidente do Observatório Europeu de Tecnologias de Informação (EITO), Bruno Lamborghini, manifestou hoje a convicção de que a Europa pode ser líder do mercado das tecnologias de informação e telecomunicações. “Estamos a entrar no ano um da nova economia”, afirmou. O mercado europeu das tecnologias de informação e telecomunicações (ICT) cresceu 12 por cento em 1999, ao passo que o crescimento nos Estados Unidos foi de 8,1 por cento. As previsões, expressas no anuário do EITO, apresentado hoje em Bruxelas, indicam que o crescimento europeu se vai manter sustentado, ainda que mais moderado, nos próximos anos: 10,6 por cento em 2000 e 8,9 por cento em 2001. Durante esses anos, o crescimento no mercado das ICT deverá ser estável nos Estados Unidos, mantendo-se na ordem dos 8,1 por cento. Na Espanha, as ICT estão a crescer mais depressa: 15 por cento em 1999, com uma previsão de 12 por cento para 2000. Lamborghini destacou o potencial da Europa para liderar a nova economia, “ou economia da Internet”, se conseguir aproveitar as oportunidades que se apresentam. Se os Estados Unidos têm vantagem sobre a Europa quanto à difusão da Internet e da telefonia fixa, os europeus estão a recuperar terreno e são líderes no campo da telefonia móvel, um veículo que permitirá, num futuro muito próximo, o acesso a uma versão simplificada de Internet. Em 1999, segundo os dados do EITO, existiam 63 milhões de utilizadores da Internet na Europa Ocidental, mas as previsões são de 87 milhões em 2000, 114 milhões em 2001 e 136 milhões em 2002. Em 2003, o EITO espera que metade da população europeia utilize a rede. Segundo Bruno Lamborghini, a indústria europeia de ICT tem mostrado “uma capacidade insuspeitada de acelerar o seu desenvolvimento”. Vários factores têm contribuído para esta revolução, segundo o presidente do EITO: a liberalização do sector das telecomunicações, a redução de preços, a liderança na telefonia móvel, a chegada da “geração Internet” ao mercado laboral e a acção promotora de alguns governos. A liderança europeia nos telefones móveis deverá manter-se com a chegada dos telefones da nova geração, o Sistema Universal da Telefonia Móvel (UMTS), previsto para 2002. A telefonia móvel representa um campo de expansão enorme para a Internet e comércio electrónico. O EITO prevê que, em 2003, 60 por cento dos acessos à rede se façam através de PCÈs e 40 por cento através de sistemas móveis. “A Internet vai ter um enorme impacto na reestruturação das empresas”, opinou Lamborghini, para quem as pequenas e médias empresas (PMEÈs), que constituem o motor da economia europeia, se deverão converter em empresas.com. Actualmente, 53 por cento das PMEÈs têm acesso à Internet e apenas 22 por cento possuem uma página própria na rede. A repercussão desta revolução sobre o emprego deveria ser positiva, se não fosse o desencontro existente entre a procura do mercado e a disponibilidade de mão de obra qualificada. Segundo as previsões do EITO, em 1998 contavam-se 9,3 milhões de empregos no sector de ICT na Europa ocidental, existindo, contudo, um défice de mais de 500 mil postos de trabalho por falta de pessoal adequado. “Se se mantiverem os níveis de investimento actuais em ICT, existirão, em 2002, 1,6 milhões de postos de trabalho por preencher nesta área”, adverte o relatório do Observatório Europeu de Tecnologias de Informação.»